Em abril de 1984, quem assistia a Choudenshi Bioman no Japão viu uma heroína de Super Sentai ser enterrada pela primeira vez, e o que foi para o caixão foi o traje amarelo com o capacete fechado, porque a atriz que estava dentro dele já não trabalhava mais na série. Os quatro heróis que sobraram velam a Yellow Four numa pedreira, sem retrato, e sobre o caixão o Bio Robo projeta um holograma de Mika Koizumi correndo e acenando, reaproveitado da abertura, enquanto a narração informa que os Bioman ficaram em quatro. A cena fecha o décimo episódio, exibido na tarde de sábado, 7 de abril, na TV Asahi, com o título "Sayonara Yellow", e durante os vinte minutos anteriores a heroína tinha lutado, se escondido, protegido a Pink Five e morrido sem aparecer uma única vez com o rosto de fora.
A explicação para a cena estava fora da tela e ninguém em casa sabia dela. Yuki Yajima, a atriz que fazia Mika, tinha deixado a Japan Action Club, a agência de Sonny Chiba, no fim de janeiro, e não voltou ao estúdio para gravar a voz dos episódios 7, 8 e 9. Quando "Sayonara Yellow" foi ao ar, ela estava fora da produção havia dois meses, e a voz que se ouve nos quatro últimos episódios de Mika é de Mayumi Tanaka, que anos depois seria Kuririn e Luffy, chamada às pressas e sem crédito.
A Toei demorou cinco anos para escrever alguma coisa sobre o assunto, e o que escreveu coube numa linha de um mook de 1989, segundo a qual a atriz saiu "por um acidente que a impossibilitou de continuar". A história verdadeira foi aparecendo aos pedaços ao longo das quatro décadas seguintes, num talk show da Pink Five em 2010, num programa de humor da TBS em 2013, no livro de memórias do produtor em 2018, em seis vídeos com o elenco em 2024 e, em fevereiro deste ano, em dois posts de ex-alunos da JAC no X. Com esse material dá para acompanhar a carreira de Yajima com bastante detalhe e a manhã em que ela sumiu quase hora a hora, e é isso que este perfil faz. O motivo da saída continua fora do alcance de quem pesquisa, porque a única pessoa que o conhece não fala em público há quarenta e dois anos.
Os Primeiros Anos na JAC
Yuki Yajima nasceu em 11 de fevereiro de 1962 em Chiba, a província que fica do outro lado da baía de Tóquio, e cresceu em Ichihara, uma cidade de refinarias e siderúrgicas na margem leste da baía, onde estudou no colégio feminino Seika, ligado à Universidade Tōkai. O nome artístico é o nome de batismo, e a ficha oficial que a JAC publicou sobre ela em 1983, num livro de bolso da editora Keibunsha dedicado aos "astros de kung fu" da agência, dá a medida do que a empresa achava que valia a pena contar. Ela tinha 1,62 m, era faixa de segundo dan em kendô, jogava basquete, esquiava, tinha carteira de moto e gostava de montanha e de viajar de motocicleta. A palavra favorita era mogami, que quer dizer "o mais alto" ou "o melhor", e as cores preferidas eram preto, marrom e vermelho escuro. A mesma ficha aparece ao lado das de Hikaru Kurosaki, que dizia colecionar fivelas de cinto, e de Ayumu Tsuchiya, que se apresentava como "um homem que adora esportes". Eram os jovens que a JAC estava vendendo naquele ano, e ela estava entre eles.
Quando criança queria ser jogadora de vôlei ou de basquete, e mudou de ideia depois de assistir a A Rosa de Versalhes no Takarazuka, a companhia de revista de Hyōgo em que todos os papéis, inclusive os masculinos, são feitos por mulheres. Passou a sonhar em ser uma takarasienne, mas não chegou a prestar o exame. Numa revista de audições encontrou um anúncio de recrutamento da Japan Action Club, pensou "é isso" e foi fazer o teste. Passou em março de 1981, com dezenove anos.
A troca de um sonho pelo outro é menos estranha do que parece à primeira vista, porque o Takarazuka forma atrizes numa escola de dois anos com disciplina de internato e as põe para fazer príncipes, generais e vilões, enquanto a JAC de Chiba, com a sua ginástica, a sua luta cênica e a sua hierarquia de dojô, vendia a mesma promessa em outra chave, a de que uma mulher podia fazer o que os homens faziam em cena, e fazer de verdade. Etsuko Shihomi, a estrela feminina da casa, era a prova viva disso desde os filmes de Sister Street Fighter dos anos 70, quando tinha vinte anos e derrubava bandidos de verdade nos filmes da Toei. Uma menina de kendô que sonhava com o Takarazuka encontrou na JAC a versão de ação da mesma ideia, e passaria os três anos seguintes fazendo papéis que seguem essa linha, uma kunoichi, uma guerreira de outro planeta, um garoto pirata e uma fotógrafa que luta.
A empresa em que Yajima entrou vivia o seu auge de popularidade, e a cronologia daqueles meses dá a medida disso. Um mês antes, em fevereiro de 1981, a JAC tinha mudado a sede de Roppongi para Ebisu, num prédio que o boletim do fã-clube identificaria pelo endereço completo e pelo telefone, e em julho abriria o fã-clube oficial com três mil sócios de saída. Hiroyuki Sanada, que Chiba criava desde menino, tinha acabado de virar ídolo nacional com os filmes de ação da Toei e no ano seguinte lançaria três compactos, um deles o tema do musical da agência. Havia musicais no Shinjuku Koma, discos dos jovens da casa, uma marca de roupas chamada JAC Brothers em que o próprio Chiba, a Shihomi e o Sanada atendiam no balcão nos dias de venda, e uma filial em Kyoto, o Chiba Dōjō, aberta para atender à fila que se formava. Um cronista japonês resumiu a fase dizendo que a JAC "ganhou cor de grupo de ídolos" e que os testes de admissão eram inundados por gente que queria ficar perto do Sanada.
O teste de 1981 dava como prêmio, para quem passasse, uma aparição em Hoero Tekken, o filme de ação do Sanada que estava para ser rodado em Hong Kong. Naomi Morinaga, que anos depois seria a Annie de Shaider, contou que foi arrastada para a audição por uma amiga apaixonada pelo Sanada. A amiga reprovou e ela passou, sem nunca ter feito caratê ou ginástica e sem saber direito o que era a JAC, e até hoje se descreve como uma das duas piores da turma.
Yajima chegou com o currículo oposto, e isso explica a velocidade com que a empresa a usou. A turma de 1981, que entrou como a 11ª e acabou renumerada como 12ª, reunia nomes que o fã de tokusatsu conhece. Estavam ali Hiroshi Watari, o futuro Sharivan, ainda com o sobrenome de batismo Watanabe e fazendo figuração e dublê de monstro, Keishi Tsujii, que dois anos e meio depois estaria dentro do traje da Yellow Four, Akito Ōsuga, um vestibulando que entrou em maio e começou montando cenas de ação, e que seria o Blue Three, Sumiko Tanaka, aprovada ainda no colégio e mandada por Chiba para terminar os estudos antes de se mudar para Tóquio, de modo que até se formar só participava dos acampamentos de verão e inverno, Shinobu Shimura, que faria a Goggle Pink por dentro, e Ayumu Tsuchiya, que largou o colégio no segundo ano para entrar na agência e faria o irmão de Yajima em Sharivan. Os laços dessa turma duraram a vida inteira. O Watari escreve no blog sobre o Tsujii como o amigo "desde os dezoito anos" e vai aos eventos da Tanaka dizendo que "os laços da JAC são profundos". Yajima é a única dessa turma que não aparece em nenhuma dessas reuniões.
A rotina desses primeiros anos era a de qualquer novato da casa, com ginástica, tate, jazz dance e interpretação, treinos em que a queda de um fazia o grupo inteiro recomeçar, um estúdio no porão de um prédio perto da estação Akebonobashi, em Shinjuku, e muita figuração. Morinaga foi colegial sem crédito em Hoero Tekken, boneca francesa em Goggle V e vilã mascarada em Sun Vulcan. Watari foi um monstro em Sun Vulcan e Ōsuga foi soldado em Sharivan e monstro em Goggle V. Um dos instrutores, o veterano Kiyokazu Inoue, tinha uma frase pronta para quem chegava, a de que sem pelo menos três anos de treino ninguém serve para nada. O boletim do fã-clube apresentou a nova integrante de Chiba como "uma garota saudável, um pouquinho moleque", e essa é a única descrição que existe dela aos dezenove anos.
Entre maio e agosto de 1981 a turma inteira apareceu como colegiais em Hoero Tekken, que teve locações em Lantau e na Kowloon Walled City e um salto de vinte metros nas falésias de Tōjinbō, e em junho, três meses depois de entrar na agência, Yajima foi escalada para um papel com nome e falas em Bōkensha Kamikaze, o filme que Chiba rodou na Toei de Kyoto no segundo semestre daquele ano. Chiba fazia um ex-ginasta olímpico, e o roteiro evitava artes marciais de propósito, em homenagem ao francês Os Aventureiros, com hipismo, mergulho, esqui aquático, ginástica de aparelho, biplano e planador no lugar dos socos. Yajima fazia Michiko Nishina, estudante da fictícia Universidade Tōzai e amiga do personagem do Sanada, e na lista de elenco da distribuidora o nome dela vem logo depois dos astros e de Isao Bitō. Parte das cenas de tiroteio foi rodada em Gunkanjima, a ilha-fantasma de Nagasaki que hoje é patrimônio da Unesco e onde ninguém mais pode filmar. O filme estreou em 7 de novembro de 1981.
A própria JAC tratou a escalação como um caso fora da curva, e quando a NHK fez um segmento sobre as mulheres da agência no programa 600 Kochira Jōhōbu, ao vivo no estúdio, quem estava ao lado das veteranas Kiyokazu Inoue e Noriko Kojima era Yajima, e foi diante dela que Inoue repetiu a regra dos três anos. No evento anual para os fãs em Kiyotaki, nas montanhas ao norte de Kyoto, em 1982, ela foi a única mulher da turma a apresentar um número individual de ação diante dos sócios do clube. A empresa estava dizendo, do jeito dela, quem era a próxima.
Em 1982 a agência a colocou ao mesmo tempo no palco, no cinema e na televisão. Em agosto e setembro, a JAC reabriu o Shinjuku Koma, o grande teatro de revista de Kabukichō, com o musical Yukai na Kaizoku Daibōken, dirigido pelo próprio Chiba porque Kinji Fukasaku, o primeiro convidado, não tinha agenda, e apresentado em programa duplo com o ilusionista americano Doug Henning. Chiba fazia Dédalo, Shihomi fazia Miranda, Sanada fazia Ícaro, Kurosaki fazia Jonathan e Morinaga fazia Paquita, e Yajima era figurante. O espetáculo lotou, saiu em disco pela Epic Sony e foi reprisado por três anos. Na remontagem em Osaka, em março e abril de 1983, no Umeda Koma, sem o ilusionista e com a peça alongada, ela já tinha personagem, o Bolt, garoto-mascote da tripulação pirata que se embebeda na cena da taverna, um papel cômico e masculino que a companhia só confiava a quem conseguia segurar uma cena sozinha. Foi no encerramento dessa temporada em Osaka que a JAC anunciou ao público o filme de Igano Kabamaru, com o Kurosaki aparecendo no palco já fantasiado.
A passagem pelo cinema naquele ano tem a história mais curiosa dessa fase, porque Pasokon Wars ISAMI era a estreia na direção de Izō Hashimoto, um filme de gangues adolescentes com computadores de 8 bits e patins, rodado em 16 mm com elenco todo de adolescentes e lançado num cinema de Ikebukuro em agosto de 1982, com a JAC coordenando a ação. No roteiro original, o segundo em comando da gangue rival era um brutamontes chamado Tetsu. Hashimoto foi ao ginásio da JAC pedir ajuda para as cenas de luta, viu Yajima treinando e reescreveu o papel para uma mulher. Nasceu Shōko, única moça dos Salty Jets, que comanda os subordinados na linha de frente, luta com bolas presas por corda e, segundo a sinopse publicada na revista Shūkan Myōjō, "no íntimo inveja a feminilidade" da protagonista. No boletim da JAC, Yajima registrou que Shōko "foi extremamente difícil de interpretar". Uma resenha japonesa de anos depois compara o filme a Fuga de Nova York e a The Warriors e lembra que a atriz da guerreira rival viria a aparecer em Bioman. O programa do filme, que aparece de tempos em tempos em leilão por centavos, traz o nome dela na capa.
O primeiro papel fixo na televisão veio em outubro do mesmo ano, em Yagyū Jūbei Abaretabi, na TV Asahi, uma série de 26 episódios com Chiba no papel do espadachim caolho e o elenco da JAC preenchendo a Ura-Yagyū, a rede de ninjas que serve ao herói. O tema de abertura era cantado pela Shihomi, e o lançamento em DVD pela Toei Video, em 2022, lista Yajima como o quinto nome do elenco, depois de Chiba, Shihomi, Sanada e Kurosaki. Ela era Akemi, kunoichi, irmã de Arisuke, feito pelo Kurosaki. A personagem protegia a princesa Akane às claras e às escondidas, usava um lenço dourado no traje ninja, disfarçava-se de cantora ambulante, entrava numa trupe de teatro na estação de Itahana, dançava de qipao em Seba e chegou a servir de dublê de corpo da própria princesa. No episódio 25, o último, exibido em 19 de abril de 1983, ela é presa e torturada por Hinohara Genjō, é salva por um inimigo que muda de lado, é dispensada por Jūbei com um "descanse um pouco", corre mesmo assim para o duelo dele com Genjō e entra entre as duas lâminas no momento em que os dois vão se matar. Morre dizendo que pensava que ia rever todo mundo, e Kurosaki chora, guarda uma mecha do cabelo dela e segue viagem. Foi a primeira morte de Yuki Yajima em cena, e haveria outras duas em menos de um ano.
Ainda nessa fase ela escreveu o único texto pessoal seu que sobreviveu, um ensaio curto no boletim do fã-clube sobre Etsuko Shihomi, com quem contracenava em Jūbei e no musical. Shihomi era dez anos mais velha, a atriz de ação mais conhecida do Japão, a mulher que Chiba dizia em público considerar sua sucessora na empresa e que tinha uma reputação de rigor dentro do ginásio. Yajima escreveu que ela era "rigorosa no trabalho, mas uma presença de irmã mais velha gentil", contou que numa apresentação tinha ficado sem figurino e não sabia o que fazer, e que Shihomi lhe emprestou todas as suas roupas, e fechou dizendo que era "a melhor pessoa, como mulher e como ser humano". É a única vez em que a voz de Yajima chega até nós sem intermediário, e ela escolheu falar da generosidade de outra mulher. O detalhe volta mais adiante, em fevereiro de 1984, de um jeito que ela não poderia imaginar.
Rigorosa no trabalho, mas uma presença de irmã mais velha gentil. A melhor pessoa, como mulher e como ser humano.
Yuki Yajima sobre Etsuko Shihomi · boletim do fã-clube da JACBioman
Takeyuki Suzuki, o produtor que comandava a linha Sentai na Toei e que naquele ano tinha decidido pela primeira vez colocar duas mulheres numa equipe, contou anos depois como foi a escalação. Yajima não fez teste, recebeu oferta direta e foi a primeira dos cinco a ter o papel confirmado, e a personagem foi escrita em cima dela. No projeto inicial chamava-se Mika Shinoyama e era a única "pessoa comum" do grupo, a única que se recusava a lutar porque tinha um sonho próprio, e essa recusa sobreviveu à versão final. Mika Koizumi é uma fotógrafa de dezoito anos que quer fotografar a natureza da África para cumprir a vontade do irmão morto, de gênio forte, que não aceita perder, boa de luta e de moto, dona de uma Suzuki RG250Γ nas cores da HB, e o roteiro a faz discutir com o Gō e sair sozinha mais de uma vez nos primeiros episódios. Era a sublíder do grupo, e pelo que se sabe do planejamento a série tinha sido pensada em torno de dois pilares, o Red One e ela, com uma rivalidade já desenhada contra a Farrah Cat de Yukari Ōshima, a atriz de ação que depois faria carreira em Hong Kong. Um leitor japonês resumiu bem o que se comentava na época, que o programa ia ser montado em torno dela e que queriam fazer dela a segunda Shihomi.

O resto do elenco de Bioman tinha pouca ou nenhuma estrada quando as filmagens começaram, em meados de novembro de 1983. Ryōsuke Sakamoto, o Red One, tinha experiência de televisão, Ōsuga era da JAC e ainda fazia trabalho de bastidor, e Naoto Ōta, o Green Two, e Michiko Makino, a Pink Five, nunca tinham feito televisão. Makino foi escolhida porque a seleção da Pink tinha emperrado, a produção queria "uma garota comum" em contraste com a Yellow combativa, e Suzuki viu a capa de uma revista com ela, uma universitária de Yokohama, em cima da própria mesa, e ligou para a secretaria da faculdade.

O que se sabe de Yajima no set vem dos colegas, e os retratos combinam entre si. Shinobu Shimura, a colega de turma que em Bioman estava dentro dos trajes de Mecha-clone, disse que ela era fria, não gostava de andar em bando e no fundo sentia solidão. Sumiko Tanaka, que a substituiria, disse que ela parecia erguer um muro entre si e os outros, mas que, quando alguém conversava, ouvia com atenção e carinho. Makino a lembra como alguém muito exigente consigo mesma, que ficava sozinha num canto lendo o roteiro e construindo a personagem com uma intensidade que a assustava. Sakamoto, o mais velho do grupo e quem fazia a ponte entre ela e os outros, disse que era uma presença rara, capaz de atuar e de fazer ação, de gênio forte, e que mantinha distância, e supõe que parte do temperamento era construção do papel e parte era o orgulho de ser a "pós-Shihomi". Quem lê os quatro depoimentos juntos vê a mesma pessoa de ângulos diferentes, uma profissional de vinte e um anos com três produções no corpo, num grupo em que três colegas nunca tinham feito televisão, tratando o trabalho com a seriedade de quem sabia que a série tinha sido montada em torno dela.
Makino contou mais, num talk show numa loja de colecionáveis de Nihonbashi em abril de 2010, e um fã que estava na plateia anotou tudo no blog no dia seguinte. Yajima lhe dava instruções, uma de direção, a de que a Pink tinha que ser mais frágil, senão a Yellow não se destacava, e outra técnica, a de ficar de boca fechada quando não tivesse fala, porque numa série inteiramente dublada em estúdio uma novata que mexesse os lábios fora de hora criava trabalho para todo mundo depois, e Yajima já tinha passado por esse estúdio em Jūbei e em Sharivan. Makino resumiu a colega como uma pessoa de "alta consciência profissional" e "muito assustadora", e no mesmo fôlego disse que ela lhe ensinou muita coisa. Da cena de Mika contra Farrah Cat, contou que as duas atrizes de ação soltavam faíscas, que eram igualmente competitivas, que a Ōshima já falava com paixão do sonho de virar estrela de ação, e que os quatro rapazes ficavam olhando e repetindo "uau, briga de mulher". Os dois da JAC, o Ōsuga e a Tanaka, assim que acabavam as suas cenas iam cuidar dos veteranos que estavam dentro dos trajes de Mecha-clone, porque a hierarquia da agência valia dentro do set da Toei.

Yajima pilotava a moto de verdade, ao contrário da sucessora, que não tinha carteira e teve todas as cenas rebocadas, e quem revê os episódios nota que as cenas mais perigosas de rosto ficavam com ela, no posto que Jun'ichi Haruta tinha ocupado em Goggle V e Dynaman. Dentro do traje da Yellow Four estava o Tsujii, o colega de turma, na primeira personagem feminina da carreira dele.

A última lembrança que existe dela num evento com o elenco é doce, e quem a guardou foi a Makino. Em 2020, ela lembrou no blog que, durante as filmagens, o pessoal foi jogar feijão no Setsubun no santuário Mitake, nas montanhas de Ōme, a oeste de Tóquio. Um assistente de produção chamado Terasaki levou os cinco heróis e os três vilões, Hirohisa Nakata, Strong Kongō e Yūko Asuka, e parece que havia gente do fã-clube do Strong Kongō na plateia. Jogaram feijão vestidos de kamishimo, o traje cerimonial de ombros largos, e comeram no salão principal, e Makino guardou de tudo isso a faixa escrita "Bioman Pink 5" que lhe puseram no peito e a lembrança de que o traje cerimonial "ficava muito bem na primeira Yellow, a Yajima". O Setsubun cai em 3 de fevereiro, e Bioman estreou no dia 4.
O que aconteceu na noite anterior ao sumiço foi contado por Makino no mesmo talk show de 2010, e é o relato mais próximo do acontecimento que existe. Yajima e Sakamoto voltaram juntos do trabalho, e na hora de se despedir ela disse, sem mudar o tom, que no dia seguinte ia sumir. Ele respondeu alguma coisa como "que é que você está dizendo", e foi a última conversa dos dois. Na manhã seguinte ela não apareceu na chamada. Enquanto a equipe corria de um lado para o outro, os outros quatro foram tomar café numa lanchonete perto do estúdio e ficaram resmungando "o que vai ser disso". Makino disse em 2010 que a colega "era assustadora mesmo, mas me ensinou muita coisa, então foi muito triste". Sakamoto disse anos depois, num evento, que desde aquele dia não houve nenhum contato, e nos fóruns japoneses há quem diga que ele se sentiu responsável por ter tratado o aviso como piada.
Ela era assustadora mesmo, mas me ensinou muita coisa, então foi muito triste.
Michiko Makino, a Pink Five · talk show de 2010A versão que circula na internet, com a frase "amanhã vou matar a filmagem" e um "rancor contra o presidente da agência" confidenciado ao Sakamoto, é uma reconstrução posterior, que entrou na Wikipedia japonesa em 2012 e foi removida em 2020 por falta de fonte. O que quem estava no talk show anotou na hora foi só a frase, o susto e o café. As datas também se encaixam melhor do que parecem, porque a página dela diz que saiu da JAC "por volta de janeiro de 1984" e o produtor diz que ela sumiu "por volta de fevereiro, antes da dublagem do episódio 7", o que sugere um rompimento formal com a agência em janeiro e o abandono do set algumas semanas depois, quando a série já estava no ar.
O produtor soube por último e do pior jeito, porque estava no velório do próprio pai, em casa, quando reparou que um membro da equipe presente parecia querer dizer alguma coisa, levou o rapaz para fora e ouviu que a Yellow tinha desaparecido. Repreendeu-o por não ter avisado antes, e voltou ao trabalho. Etsuko Shihomi, a veterana que dois anos antes tinha emprestado o figurino à novata, saiu procurando por ela junto com a equipe, e ninguém a achou.
Suzuki fez então o inventário do que tinha nas mãos, e o que encontrou foi um quebra-cabeça. Havia material de rosto até o episódio 9, havia o episódio 15, escrito como episódio duplo de Mika e Hikaru e já rodado em noventa por cento, porque a produção, consciente de que estava fazendo a primeira dupla de heroínas da história do Sentai, filmava em paralelo os episódios centrados nas duas, havia os roteiros dos episódios 13 e 16, os dois centrados em Mika, e havia os episódios 7, 8 e 9 sem voz.
O primeiro problema resolvido foi a voz, e para isso Suzuki pediu ao presidente da Aoni Production, a maior agência de dubladores do país, alguém que soasse como ela, e a indicação foi Mayumi Tanaka, então com vinte e nove anos, membro do Teatro Echo e ainda longe de Kuririn, Pazu e Luffy. Ela contou numa rádio, por volta de 2002, que lhe disseram que "a estrutura óssea era parecida" com a da atriz, que ela nunca tinha visto nem ouvido, que ouviram uma amostra da voz dela e disseram "parece", e que quando chegou ao estúdio a transmissão devia estar tão perto que todo mundo repetia "parece, parece" a cada frase dela, talvez com medo de que fosse embora. Explicou que dublar japonês sobre um rosto japonês é muito mais difícil do que dublar um filme estrangeiro, porque a boca tem que bater com precisão e a respiração da outra pessoa é diferente da sua. Dublou os quatro episódios sem crédito e guardou da cena da morte um estranhamento, o de que os companheiros correm e levantam a Yellow nos braços, e normalmente ela voltaria à forma humana, mas a Yellow ficou Yellow até o fim. A equipe da Toei ficou tão grata que, segundo os fãs, as escalações dela em animes da empresa se multiplicaram a partir dali, e no ano seguinte ela era a voz do protagonista de Kamitaman.
No roteiro original de Hirohisa Sōda para o episódio 10, a Yellow morria deitada depois do combate com Chameleon Kans, olhando uma flor, com uma última fala pedindo que protegessem aquele planeta bonito, e Gō saía carregando o corpo. Na versão refeita às pressas tudo acontece de traje, e para justificar a morte a equipe inventou as antipartículas Bio, sem explicar por que a heroína não se destransforma nem como o Bio Robo volta a funcionar com quatro pilotos. Como todos os suit actors de Bioman eram homens, a cena em que os quatro velam a Yellow "como mulher" teve, segundo quem estava lá, um clima esquisito no set. Os japoneses chamam o episódio de "obra de emergência", e a ironia é que a antipartícula improvisada virou a base da Aliança Anti-Bio e do Bio Hunter Silva, que muita gente considera o melhor vilão da série.
Para a substituta, Suzuki escolheu entre três candidatas da JAC, com Naoto Ōta fazendo a contracena, e ficou com Sumiko Tanaka, colega de turma de Yajima, que foi a mais educada e causou a melhor impressão. Michie Tomizawa, a futura dubladora que então também estava na JAC, chegou a ser cogitada para o teste. Tanaka não tinha experiência de atuação, nunca tinha se maquiado e não pilotava, e o produtor a levou ao salão Yamano Aiko, o mais famoso de Tóquio, mandou fotografar e distribuiu as fotos aos parceiros comerciais, para que a troca parecesse planejada. O episódio 15 foi refilmado com Jun no lugar de Mika e foi o primeiro dia de trabalho dela, e a cena em que Jun dá um tapa em Hikaru, que aparece na prévia, foi cortada porque não fazia sentido a novata bater na veterana. O episódio 13, que era um episódio romântico de Mika com Gō, virou o episódio de apresentação de Jun, o 16 também trocou de protagonista, e Hikaru mudou junto, porque tinha sido pensada para não lutar e ser protegida por Mika, e ser protegida pela recém-chegada seria estranho. Quem assistiu à série inteira lembra que, a partir da entrada de Jun, as duas garotas passam a ter um clima de amizade que não existia antes, e Makino explica que isso era o próprio set aparecendo na tela, porque a chegada da Sumi-chan, nas palavras dela, deixou as filmagens divertidas de repente.
Faltava acertar as contas com a JAC, que tinha tirado da Toei, sem aviso, a protagonista de uma série de um ano. Pelo que Tanaka e Makino revelaram em 2024, a primeira ideia da agência foi mandar o próprio Sonny Chiba a Bioman. Acabou indo Hiroyuki Sanada, então no auge com Satomi Hakkenden, como o capitão Ken Hayase do episódio 13, e depois Hikaru Kurosaki nos episódios 35 e 36, um ano antes de estrelar Jaspion. Suzuki escreveu no livro que o Sanada chegava ao set antes de todo mundo, tão educado que a equipe ficava constrangida e pedia que não viesse tão cedo, e que aquilo era o que se esperava do maior astro da JAC. Tanaka, que tinha entrado na agência por ser fã dele, ganhou de presente a contracena com o ídolo. Makino lembra da insegurança daquelas semanas, do medo de que o programa fosse cancelado, e de um grande astro andando no mesmo ônibus de locação que eles. Um dos rapazes do elenco, segundo contam, chegou a ter eczema de nervoso, com medo de ser demitido junto. Bioman foi o último Super Sentai com atores da JAC atuando de rosto, e a partir de Changeman a agência só forneceu os homens de dentro dos trajes.

Um Mistério sem Resposta
Nem a Toei nem a JAC explicaram nada, nem na época nem nas quatro décadas seguintes, e a imprensa japonesa acompanhou o silêncio. As revistas de tokusatsu não tocaram no assunto, quem era fã adulto em 1984 soube por boca a boca, pelas redes de clubes de mangá das faculdades, e o que chamou atenção do público foi a aparição do Sanada, não o sumiço. Um leitor que viveu aquele ano lembra que a troca de voz da Mika e o enterro de traje pareceram estranhos, mas que ninguém falava de outra coisa senão da nova Yellow e do astro convidado. Em 1989 saiu a linha do "acidente".
O caso saiu do círculo dos fãs em janeiro de 2013, quando Takahiko Ōta e Michiko Makino, num programa de variedades da TBS ao lado do casal que tinha feito o Dyna Yellow e a Dyna Pink, contaram que a primeira Yellow tinha desaparecido e que a tinham visto, uns dez anos antes, trabalhando em Chiba. O que disseram a mais sobre a vida dela é relato de terceiros, num programa de humor, sobre um encontro de uma década antes, e nunca foi confirmado por ela. Os verbetes japoneses sobre Yajima abrem com um aviso de que ela hoje é uma cidadã comum e que tentar rastreá-la é invasão de privacidade, e o Kyoudai Express segue o mesmo critério.
Em 2018, o livro de memórias de Suzuki trouxe o relato do velório e a frase que virou a citação definitiva do caso, a de que sair do programa tudo bem, mas ele queria que ela pedisse desculpas, nem que fosse com uma só palavra. Até hoje, escreveu, nenhum telefonema. O livro conta outras coisas sobre aquele ano, o salão de beleza, o Sanada madrugador, a escolha da dubladora, e é a única fonte de dentro da produção que existe sobre o assunto.
Sair do programa, tudo bem. Mas eu queria que ela pedisse desculpas, nem que fosse com uma só palavra.
Takeyuki Suzuki, produtor de Bioman · memórias, 2018Em 2024, nos quarenta anos da série, Yasuhisa Furuhara, o Go-On Red, reuniu no seu canal Ōta e Ōsuga, e depois Tanaka e Makino, para falar dos bastidores do adeus à Yellow, numa série de seis vídeos que é hoje o registro mais completo do que os colegas lembram. Um comentário resumiu o clima dizendo que já não era tabu, e outro resumiu o resultado dizendo que nem os quatro sabem por que ela sumiu nem onde está.
Em 4 de fevereiro deste ano, um ex-aluno da escola da JAC escreveu no X que na época havia um clima de que ninguém podia tocar no assunto, e que uns cem alunos estavam reunidos no Shinjuku Koma para o musical quando aconteceu. Em resposta, um usuário que se apresenta como ex-JAC escreveu que metade da responsabilidade era dele, que um ano antes ela tinha sido bajulada com a promessa de ser "a protagonista do ano que vem, a primeira heroína mulher", e que pouco antes das filmagens tinha sido rebaixada a mera integrante do grupo. Ninguém confirmou a identidade de quem escreveu, mas é o único depoimento de alguém que se diz envolvido, e combina com o que o próprio Suzuki contou em 2004 sobre a série pensada em dois pilares e a personagem escrita para ela.
As outras versões são as de sempre, e os próprios japoneses as listam para dizer que não têm base, a fuga com o empresário, a fuga com uma namorada, a briga com o diretor, a desilusão com Chiba. O que os fóruns acrescentam é o contexto de uma agência que pagava pouco, cobrava mensalidade dos próprios membros, começava às cinco da manhã e dava uma folga por semana, e a lista de quem foi embora nos anos seguintes, Jun'ya Takagi no mesmo inverno, aos dezenove anos, para tentar a vida nos Estados Unidos, Shihomi em 1985, quando abriu a própria agência, Watari em 1988, Sanada em 1989. Yajima foi a primeira dessa fila e a única que saiu sem avisar. Um fã veterano diz ter perguntado a alguém do set por volta de 1990 e ouvido que tudo o que se conta está errado. A pergunta que resume o assunto está num post de 2024, sobre como será que ela está e o que ela pensava naquela época.
Mika Koizumi continua sendo a única heroína regular de Super Sentai morta em combate, e a morte dela foi lembrada pela própria franquia em 2016, quando Zyuohger fez piada com o "herói atingido por uma desgraça irreparável". No ending de Bioman, até o episódio 51, a Yellow que limpa o Bio Robo na abertura da música é ela, e no site oficial da franquia a Yellow Four da enciclopédia é a primeira. No mangá da revista Terebi Land, publicado em 1985, quem a mata é Metzler em vez de Mason. Toda vez que um sentai perde alguém do elenco de forma abrupta, a imprensa japonesa volta ao caso, como aconteceu em 2017 e de novo em novembro do ano passado, quando uma revista semanal chamou o episódio de "o misterioso desaparecimento e o enterro de traje de 41 anos atrás".

Do lado de dentro, o que ficou foi dito por Makino em 2022, depois de um evento com os cinco, quando ela escreveu que a troca da Yellow no meio do caminho uniu o grupo na decisão de completar o ano de qualquer jeito, e que sem isso talvez o laço de hoje não existisse. Ela chama Sumiko Tanaka de parceira de vida, e em 2010 tinha dito a outra metade, que ficou feliz com a chegada da Sumi-chan e que às vezes se pega pensando em como teria sido se a Yajima tivesse ficado.
Do lado de fora sobraram dezessete stills escaneados por fãs, uma ficha de 1983, quatro frases de colegas, um ensaio sobre a Shihomi, boletins da JAC que aparecem de tempos em tempos em leilão, um panfleto de cinema com o nome dela na capa e um shikishi autografado por ela, pelo Sakamoto e pelo Ōsuga num show de atração de janeiro de 1984, quando os três eram os únicos Biomen que a criançada conhecia. Quando os cinco Biomen se reuniram pela primeira vez, em 2019, na Japan Expo de Paris, o Sakamoto disse que era a primeira e última vez com os cinco juntos, e a Yellow era a Tanaka.
Yuki Yajima morreu três vezes em cena em onze meses, como Akemi em abril de 1983, como Bel Helen em dezembro e como Mika em abril de 1984, e nas três a personagem morre protegendo alguém. Na única em que a atriz não estava, o velório foi feito com o traje fechado e um holograma no lugar da despedida, e o roteiro original tinha uma flor e uma frase que ela nunca chegou a dizer. O que ela disse, por escrito, foi sobre outra pessoa, a mulher que lhe emprestou o figurino e que ela achava a melhor que conhecia, como mulher e como ser humano. Foi essa mulher que saiu procurando por ela em fevereiro de 1984, junto com a equipe, e voltou sem notícia.
Sharivan
Das três séries em que ela trabalhou, Sharivan é a única que os brasileiros viram na Manchete, e foi lá que a maioria de nós viu Yuki Yajima pela primeira vez. Ela entra no episódio 36, exibido no Japão em 11 de novembro de 1983, no início do arco final da série, a Kiseiden, a "crônica do planeta estranho", escrita por Shōzō Uehara e considerada pelos fãs a fase mais séria e mais bem escrita de todos os Uchū Keiji. Bel Helen e Bel Billy são irmãos, descendentes dos Iga, cujos pais foram mortos pelo Madō, e a descrição oficial os define como "impetuosos e cabeças-duras". Billy é Ayumu Tsuchiya, o colega de turma, e morre no mesmo episódio em que aparece, salvando o Sharivan e chamando-o de irmão no último suspiro. Helen fica, e a série passa a girar em parte em torno dela. Volta amadurecida no episódio 38, quando Den e Lily enfrentam um golpe dentro do castelo do Madō, é manipulada pelo Dr. Polter no 39, num episódio em que uma versão infantil dela aparece em cena e o trauma da perda dos pais é o centro da história, e no 42, exibido em 23 de dezembro de 1983 e intitulado "A juventude vermelha da guerreira que atravessou o campo de batalha", duela com a espadachim Reisa, do mundo dos mortos, e morre num golpe traiçoeiro de Miss Akuma e do Mukuro Beast, entregando o pendente a Den antes de fechar os olhos. A descrição oficial da personagem diz que ela nutria pelo herói "um amor tímido" que nunca chegou a declarar, e fãs que reveem a série hoje ainda apontam o episódio 42, com a volta de Rider e a morte de Helen, como um dos pontos altos de tudo o que a Toei fez nos anos 80.

Foi com Bel Helen que ela deixou de ser um nome de ficha técnica para virar alguém que os fãs procuravam nas revistas, porque o contraste entre a aparência selvagem da personagem, com bandana, colete de franjas e cabelo desgrenhado, e a voz doce da atriz chamou atenção, e a imprensa especializada passou a tratar Yajima e Morinaga como as "pós-Shihomi", as duas herdeiras da estrela da casa. As lutas dela eram feitas de rosto, e segundo os verbetes japoneses ela era respeitada até no ginásio de treino, onde respeito não se dá de graça. Os retratos de Bel Helen que circulam até hoje, ela sorrindo de top de couro preto sob um céu azul, com a cidade desfocada ao fundo, são das poucas imagens dela em qualidade de revista que sobreviveram.

Um fã do fórum 5ch notou, revendo as datas, o que o calendário esconde, porque o episódio 36 de Sharivan foi ao ar em 11 de novembro de 1983 e em meados do mesmo mês começavam as filmagens de Bioman. Yajima estava terminando um arco em que morria, gravado semanas antes, enquanto começava outro em que também ia morrer, e a JAC a estava pondo em tudo o que tinha.

Fontes: Wikipedia japonesa, Pixiv Hyakka Jiten, blog de Michiko Makino, relato do talk show de 2010, rádio de Mayumi Tanaka, Magmix, Shūkan Josei Prime; Takeyuki Suzuki, Yume o Oitsuzukeru Otoko (Kodansha, 2018); Tōei Super Sentai Daizen 2 (Futabasha, 2004); Tōei Hero MAX vol. 31 (2009); Super Sentai Official Mook 20 Seiki: 1984 (Kodansha, 2019).