Bioman (1984) — Review completo, história e bastidores | Kyoudai Express
Pôster de Choudenshi Bioman
KYOUDAI EXPRESS / VERBETE ENCICLOPÉDICO
Super Sentai · 第8作 Modernizou o Super Sentai
超電子バイオマン

Bioman

Cinco jovens, biopartículas de outro planeta e o Império Gear de Doctor Man. A série que modernizou o Super Sentai e que Hollywood tentou transformar em Power Rangers anos antes de todo mundo.

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O Ensaio / 解説

A série que modernizou o Sentai

Verbete da Redação Kyoudai Express · leitura ~15 min

Choudenshi Bioman foi ao ar na TV Asahi entre 4 de fevereiro de 1984 e 26 de janeiro de 1985, aos sábados às 18h, em 51 episódios de 25 minutos, como oitava série da metassérie Super Sentai. A produção coube a Moriyoshi Kato pela TV Asahi, Seiji Abe e Takeyuki Suzuki pela Toei e Yasuhiro Tomita pela Toei Agency, com Hirohisa Soda como roteirista-chefe, assinando 37 dos 51 roteiros, Nagafumi Hori na direção principal, Tatsumi Yano na trilha incidental e Ichiro Murakoshi na narração. A Toei entrou no projeto com um diagnóstico declarado, o de que a fórmula de vilão da semana com desfecho fechado tinha fôlego curto para sustentar o interesse do público ao longo de um ano inteiro. A resposta foi mexer ao mesmo tempo em nomenclatura, tecido dos trajes, sistema de câmera, estrutura de inimigos e arquitetura dramática, e é por causa desse pacote que os livros de produção da Toei tratam a série como ponto de virada da franquia.

O que mudou na prática

A palavra sentai saiu do nome da série, e os heróis passaram a ser chamados por cor mais número, de Red One a Pink Five, no lugar da fórmula anterior de nome da equipe mais cor. Os trajes abandonaram o algodão com náilon e adotaram o Opekotto, fibra sintética elástica e resistente ao calor que ficaria em uso na linha a partir dali. O sistema de câmera Toutsu ECG, já rodando nos Metal Heroes desde Uchuu Keiji Gavan, entrou de vez no Super Sentai com Bioman e seguiria até Ohranger, em 1995. As máscaras ganharam diodos emissores de luz piscando, detalhe que amarrava o super-elétron do título. Foi também a partir desta série que o nome do inimigo passou a aparecer em legenda na sua primeira entrada em cena. Nas batalhas de robô gigante, antes rodadas apenas em estúdio, a equipe passou a filmar em exterior, com suspensão por guindaste e coreografia mais trabalhada.

Do conto de fadas à biotecnologia

A primeira versão do projeto era outra série. A ideia trazia heróis do folclore japonês, Momotaro, Kintaro, o Pequeno Polegar e a princesa Kaguya, banhados pelas biopartículas no passado e trazidos ao presente por viagem no tempo para lutar ao lado de uma mulher contemporânea. A proposta caiu cedo, com o argumento de que não havia garantia de que toda criança conhecesse os contos. O conceito migrou para o registro hi-tech e levou ao título a palavra biotecnologia, termo que então começava a circular no Japão. A associação com modificação biológica fez a equipe cogitar heróis ciborgues, descartados por destoarem do tom claro e festivo que a franquia mantinha como conceito unificador; chegou-se também a estudar cinco protagonistas alienígenas, e os nomes dos personagens mudaram várias vezes até a versão final. Do plano antigo sobraram resíduos, entre eles a comunicação de Shiro Gou com animais e parte das fichas de personagem: Mika Koizumi se chamava Shinoyama Mika no rascunho e era a única do grupo nascida no presente. O Bio Robo, batizado Bio King no projeto inicial, ganhou vontade própria pela mesma cartilha antimesmice, com o objetivo declarado de criar convivência entre piloto e máquina.

Duas heroínas por decisão de produção

Um time de cinco homens chegou a ser cogitado e foi descartado porque estreitava demais as possibilidades de drama. Takeyuki Suzuki propôs então duas mulheres no núcleo, com um raciocínio prático: uma sozinha tende a virar figura decorativa, duas permitem cena e conflito entre elas. Havia resistência interna, baseada na leitura corrente de que guerreiras não funcionavam bem em produto voltado a meninos, e o resultado inverteu o argumento a ponto de, no planejamento de Changeman no ano seguinte, surgir a sugestão de um time inteiramente feminino. Foi nesse mesmo núcleo que a produção enfrentou seu maior problema de bastidor, a saída de Yuki Yajima, a primeira Yellow Four, ainda no começo da temporada. A saída virou roteiro: a fotógrafa Mika Koizumi morre no episódio 10, Sayonara Yellow, exibido em 7 de abril de 1984, depois de obrigar Mason a esgotar na própria Mika a munição Anti-Bio da Bio Killer Gun, e o velório é feito com ela ainda no uniforme amarelo. A arqueira Jun Yabuki, vivida por Sumiko Tanaka, estreia no episódio 11, uma semana depois. O remendo teve custo de produção: o episódio 9 já havia sido filmado com Mika e precisou ser refeito, a estreia de Jun não pôde entrar imediatamente na sequência, e uma cena já rodada em que Jun dá um tapa em Hikaru, presente no trailer do episódio 15, acabou cortada da versão final.

Doctor Man, o primeiro líder humano

Hideo Kageyama, engenheiro de robótica que estimulou o próprio cérebro em experimento consigo mesmo e pagou com envelhecimento acelerado, é o primeiro chefe de organização inimiga da franquia a ser um ser humano, ainda que convertido em ciborgue. A escolha vem acompanhada de uma estrutura narrativa: Suzuki trazia a experiência da linhagem de Robôs Românticos de Nagahama, e Soda montou sobre o caso semanal uma continuidade de folhetim, com o triângulo entre Doctor Man, o filho verdadeiro Shuichi e o androide Prince, construído à imagem do rapaz, além do reencontro de Shiro Gou com o pai, Shinichiro, escondido sob a identidade do professor Shibata. Duas outras decisões estruturais saem do mesmo desenho. Os monstros de tamanho humano deixaram de ser descartáveis e viraram elenco fixo, ao lado dos generais, o que obrigou cada batalha gigante a trazer um robô inimigo sem relação de forma com o vilão da semana. E tanto o time quanto o Bio Robo ganharam uma identidade visual comum para as finalizações, com o Bio Robo girando em torno de uma arma central, a Super Maser, ainda que executasse diversas técnicas e cortes nomeados ao longo da série. A padronização era deliberada, para fixar a identidade dos personagens junto ao público infantil. O drama romântico, inspirado no anime Tosho Daimos, também chegou a ser estudado e foi adiado por avaliação de que ficaria cru demais em imagem real diante dos pais, indo amadurecer só em Jetman, em 1991.

Desenho, brinquedo e o novo padrão de mecha

O visual do Novo Império Gear é em boa parte de Yutaka Izubuchi, dos Mechaclones aos Jyunoid. Os soldados aparecem nas pranchas com o nome de projeto Fightnoid, e Izubuchi atribui o desenho à influência dos mecha robôs da primeira metade de Super Robot Red Baron. Ele defendia feras inteiramente robóticas, e Suzuki pediu elementos animais para facilitar a leitura pelo público infantil, o que explica por que as versões reforçadas do terço final voltam a enfatizar o lado mecânico, dessa vez a pedido do próprio designer. A fortaleza Neo Graad foi usada em tela diretamente a partir da ilustração de Izubuchi, sem que se construísse maquete. No terreno comercial, a Popy, responsável pelos DX Chogokin da franquia, foi absorvida pela Bandai durante a exibição de Dynaman, de modo que Bioman já saiu com a linha sob a marca Bandai, incluindo o DX Denshi Gattai Bio Robo. O robô, com 52 metros e 920 toneladas de ficha e acabamento sóbrio em preto, puxou a linha na direção do mecha realista, e o suit actor Hideaki Kusaka registrou que o traje era mais fácil de movimentar que os dos robôs anteriores.

Da França ao piloto americano

Fora do Japão, a série estreou na França pelo Canal+ em 1985, aos sábados às 12h30, com dublagem produzida pela AB Groupe no Studio Garcia Ktorza, e migrou para a TF1 em 2 de setembro de 1987 dentro do Club Dorothée, com tema francês gravado por Bernard Minet. O tamanho da audiência francesa levou a AB Groupe a importar e dublar outras séries Super Sentai para a região. Bioman também foi ao ar no Channel 7 da Tailândia entre abril de 1985 e maio de 1986, na ABS-CBN das Filipinas entre 1987 e 1988 e na IBC entre 1993 e 1994, saiu em vídeo doméstico na Grécia em 1987 como Electronic Bionic Man e ganhou dublagem coreana em 1990, pela Daeyoung Panda, como Space Commando Bioman. Foi esse desempenho que atraiu Haim Saban, que em 1986 produziu o piloto americano Bio-Man, com Mark Dacascos, Miguel Núñez e Tricia Leigh Fisher no elenco e um robô assistente derivado de Peebo. O piloto foi oferecido a várias emissoras, não encontrou comprador e nunca foi ao ar, mas a ideia voltaria em 1993 no Mighty Morphin Power Rangers. No Brasil a série nunca passou na TV aberta, e ainda assim deixou rastro, detalhado adiante neste verbete.

A máquina que tenta aprender a ser humana

Mais que uma série sobre biotecnologia, Bioman é uma história sobre a fronteira entre homem e máquina. Doctor Man começa humano e voluntariamente transforma o próprio corpo, mas não consegue eliminar os sentimentos pelo filho. Prince é uma máquina construída para ocupar o lugar desse filho; Brain aprende amizade com Hikaru; Peebo sente medo, luto e coragem; e até o Bio Robo toma decisões para proteger seus pilotos. Enquanto o vilão tenta provar que a máquina é superior ao homem, a própria série demonstra repetidamente que suas máquinas só se tornam completas quando aprendem comportamentos humanos. Essa contradição dá unidade a histórias que, vistas isoladamente, poderiam parecer apenas aventuras semanais.

O Enredo / 物語

A história

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A história, do começo ao fim
Revela a morte de Mika, o segredo de Doctor Man, a saga de Silva e o final

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Dramatis Personae / 登場人物

Quem é quem

Os cinco Bioman, o robô tutor Peebo e o vilão-mor do Império Gear. Entre parênteses, o ator ou atriz por trás de cada um.

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O Bestiário / ギア

O Novo Império Gear

O Novo Império Gear, comandado pelo ciborgue Doctor Man a partir da fortaleza Neo Graad, no Polo Sul. Seus generais não são monstros descartáveis: têm personalidade, disputas internas e, em alguns casos, um destino trágico.

Doctor Man
Doctor Man, o cientista Hideo Kageyama, líder humano do Gear
Prince
Prince, o filho-androide feito à imagem de Shuichi
Bio Hunter Silva
Bio Hunter Silva, a ameaça externa do terço final
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Bastidores / 制作

Por trás das câmeras

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Os Dublês / 中の人

A pessoa de dentro

A ação de Bioman saiu de um único fornecedor: a JAC, o clube de dublês fundado por Sonny Chiba, com Junji Yamaoka na direção de ação. E o número que importa é este: oito pessoas cobriam os cinco heróis, o robô gigante, Silva, Peebo e parte dos monstros da semana. O sistema obrigava acúmulo de papéis dentro do mesmo seriado, às vezes dentro do mesmo episódio: Makoto Kenmochi alternava o Green Two com o monstro Mettzler, Hideaki Kusaka saía do Bio Robo para vestir o Psygorn, Hirotsugu Tsujii deixava a Yellow Four para virar o Juuoh. O confronto de gigantes que a criança via era, com frequência, dois colegas de clube se batendo.

1
RED ONE
新堀和男
Kazuo Niibori
No traje
Red One, do episódio 1 ao 51
Também vestiu
O Conde Drácula dos eps. 25 e 26, com o rosto à mostra
Depois
Seguiu como o vermelho titular da franquia até Jetman (1992)

Quando Bioman estreou, Kazuo Niibori já vinha de cinco vermelhos consecutivos, desde Battle Fever J, em 1979. E continuaria no posto por mais oito anos. Boa parte do que se entende como "jeito de Red", a pose ao aterrissar um salto, o tempo de sacar a arma, o queixo erguido antes da ordem de ataque, é vocabulário que passou pelo corpo dele ao longo de treze anos de franquia.

O detalhe de bastidor: Niibori nunca foi filiado à JAC. Os créditos o abrigavam sob o guarda-chuva do clube, mas o posto de Red era dele por mérito próprio, independente da logomarca que assinasse a ação do seriado.

Bioman ainda deu a ele um bônus raro: nos episódios 25 e 26, aparece fora do traje, como o Conde Drácula. É uma das poucas chances de ver o rosto do homem que passou a década sendo visto só pelo visor.

2
GREEN TWO
剣持誠
Makoto Kenmochi
No traje
Green Two
Também vestiu
O monstro Mettzler, na mesma série
Depois
O verde foi o posto mais revezado do time

Makoto Kenmochi é o retrato do sistema que sustentava a série: no crédito, Green Two; na escala real, também o monstro Mettzler. O herói de uma cena e o vilão de outra saíam do mesmo corpo, e esse acúmulo não era exceção no seriado, era o método de trabalho.

O verde ainda foi o posto mais dividido do time. Hirofumi Ishigaki revezava o traje com Kenmochi, e nos intervalos vestia o monstro Aquaiger e cobria o Juuoh. Oito corpos para todo o elenco de ação significava que ninguém ficava parado entre uma tomada e outra.

3
BLUE THREE
喜多川務
Tsutomu Kitagawa
No traje
Blue Three
Também vestiu
Já tinha feito o azul em Denziman e Sun Vulcan
Depois
O Godzilla da era Millennium (1999–2004)

Em 1984, Tsutomu Kitagawa já era veterano do posto azul: tinha vestido o Denzi Blue em Denziman e passado por Sun Vulcan antes de chegar ao Blue Three. Era um dos corpos mais constantes da linha de frente da JAC no período.

Quinze anos depois veio a consagração improvável: a Toho o escolheu para ser o Godzilla da era Millennium. Kitagawa carregou o traje mais pesado do cinema japonês em Godzilla 2000, Megaguirus, Godzilla X MechaGodzilla, Tokyo SOS e Final Wars (2004), o último filme japonês do monstro antes do hiato.

Em 2007 voltou para casa: reapareceu na franquia Super Sentai já sob o nome atual do clube, JAE (Japan Action Enterprise), acumulando pontas como ator de rosto além do trabalho de ação. O esquadrão e o kaiju, na mesma carreira.

4
YELLOW FOUR
辻井啓嗣
Hirotsugu Tsujii
No traje
Yellow Four, do episódio 1 ao 51
Também vestiu
O monstro Juuoh e um Mechaclone no ep. 50
Depois
Primeira personagem feminina da carreira dele

A Yellow Four foi a primeira personagem feminina da carreira de Hirotsugu Tsujii. A prática era padrão na era: as coreografias exigiam impacto físico que a produção não confiava a atrizes sem formação de dublê, então as heroínas de cena eram, por baixo do capacete, homens do clube.

É por isso que a troca mais dramática da série não mudou nada nas lutas. Mika morreu no episódio 10, Jun assumiu no 11, duas atrizes diferentes na frente das câmeras, e o corpo dentro do traje amarelo seguiu o mesmo, de ponta a ponta. A continuidade física da Yellow Four é inteira de Tsujii.

Nos intervalos do amarelo, ele ainda vestiu o monstro Juuoh e um Mechaclone no episódio 50. Herói, monstro e soldado descartável, no mesmo contracheque.

5
PINK FIVE
竹田道弘
Michihiro Takeda
No traje
Pink Five
Depois
Saiu do traje direto para a coordenação de ação

A Pink Five que está na tela é a despedida de Michihiro Takeda: Bioman foi a última série da carreira dele dentro de um traje. Ao fim das gravações, pendurou o capacete e passou para o outro lado, virou coordenador de ação.

É o caminho clássico do clube: o dublê que conhece cada limitação do traje por dentro se torna quem desenha as cenas para a geração seguinte. Cada queda e cada corte da Pink Five em 1984 vinha de alguém já a caminho da prancheta.

P
PEEBO
野本奈穂子
Nahoko Nomoto
No traje
Peebo, o robô tutor
Também vestiu
Liderou o Esquadrão Cat no filme

A inversão perfeita do quadro: enquanto as duas heroínas eram vestidas por homens, dentro do robô Peebo havia uma mulher, Nahoko Nomoto. O personagem era montado em duas metades que nunca se encontravam: o corpo de Nomoto no set, a voz de Yoshiko Ota gravada no estúdio.

No filme de cinema, Nomoto ganhou um raro momento fora do robô: liderou o Esquadrão Cat ao lado de Kaori Kikuchi e Shinobu Shimura, as três em cena de ação aberta, sem máscara de mascote.

R
BIO ROBO
日下秀昭
Hideaki Kusaka
No traje
Bio Robo, o gigante
Também vestiu
O monstro Psygorn
Depois
Décadas como o gigante titular da franquia

O expediente de Hideaki Kusaka em Bioman era o mais esquisito do elenco: num dia, o herói de cinquenta metros; noutro, o Psygorn, monstro que enfrenta esse mesmo herói. As lutas de gigantes da série colocavam frente a frente dois trajes que ele conhecia por dentro.

Traje de robô gigante é a especialidade mais ingrata do ofício: visão quase nula, armadura rígida, movimento que precisa parecer pesado sem nunca parecer lento. Kusaka fez disso a carreira inteira, e seguiu como o gigante de plantão da franquia por décadas de robôs, vilões colossais e mechas.

S
BIO HUNTER SILVA
岡本美登
Yoshinori Okamoto
No traje
Silva, o caçador do terço final
Também vestiu
O Mechaclone nº 1 do ep. 28
Depois
Um dos rostos de ação mais constantes da Toei

A escalação de Yoshinori Okamoto foi planejada com antecedência incomum. O diretor de ação Junji Yamaoka já o queria para Silva, e o Mechaclone nº 1 do episódio 28, um robô decrépito usado como faz-tudo do Gear, serviu, na leitura do próprio Okamoto, como sua apresentação discreta ao set antes do papel grande. Ele conta que gostou do papel já na primeira leitura do roteiro.

Quando Silva finalmente entra, no episódio 37, a série muda de eixo: um caçador que não responde nem ao Gear nem aos Bioman, e que briga pela própria máquina, o Balzion. A fisicalidade seca de Okamoto é parte do que faz o terço final funcionar, e coincide com a recuperação de audiência que fecha a série em alta.

O quadro também explica por que a troca de Mika por Jun, na frente das câmeras, não mudou nada nas cenas de luta: o corpo dentro do traje amarelo era o mesmo, de Hirotsugu Tsujii, do episódio 1 ao 51. E do lado dos vilões, a JAC completava o elenco com Yukari Oshima fazendo os próprios nunchakus como Farrah Cat. Clique nas abas para abrir cada ficha.

A Trilha / 音楽

As músicas de Bioman

A trilha de Bioman foi assinada por um time pequeno e coeso. Takayuki Miyauchi canta a abertura e o encerramento, e para ele a série foi a estreia como voz solo de um tema principal de Super Sentai depois de anos fazendo inserções. A composição dos dois temas é de Kunihiko Kase, que nos anos 60 tinha sido guitarrista do The Wild Ones, um dos grupos centrais da era Group Sounds do rock japonês, e a letra é de Chinka Kō. Tatsumi Yano arranjou os dois temas e ainda assinou toda a trilha incidental dos 51 episódios, o que dá à série uma unidade sonora rara para a época: é a mesma mão desenhando a abertura, o encerramento e o que toca por baixo das cenas.

A discografia completa vai bem além dos dois temas conhecidos. São dez canções gravadas para a série, entre inserções, temas de personagem e canções de imagem, reunidas em definitivo só em 1996, no CD Complete Song Collection. E há uma faixa que costuma passar despercebida: "Yūyake no Pegasus" é cantada por Ryosuke Sakamoto, o próprio ator que interpreta Shirou Gou, o Red One.

Ficha das faixas principais

AberturaChoudenshi Bioman超電子バイオマン · Takayuki Miyauchi
Lado A do compacto Nippon Columbia CK-705, 1984
歌  Canto
宮内タカユキ · Takayuki Miyauchi
作詞  Letra
康珍化 · Chinka Kō
作曲  Composição
加瀬邦彦 · Kunihiko Kase
編曲  Arranjo
矢野立美 · Tatsumi Yano

Foi a estreia de Takayuki Miyauchi como voz solo de um tema de abertura de Super Sentai, depois de anos fazendo inserções e vinhetas. A composição é de Kunihiko Kase, que nos anos 60 tinha sido guitarrista do The Wild Ones, um dos grupos centrais do rock japonês da era Group Sounds. A combinação de um vocalista de tokusatsu com um compositor vindo do rock é parte do que dá ao tema aquele peso de guitarra que destoa das aberturas anteriores da franquia.

Letra completa no Uta-Net ↗
EncerramentoBiomic Soldierバイオミック・ソルジャー · Takayuki Miyauchi
Lado B do compacto Nippon Columbia CK-705, 1984
歌  Canto
宮内タカユキ · Takayuki Miyauchi
作詞  Letra
康珍化 · Chinka Kō
作曲  Composição
加瀬邦彦 · Kunihiko Kase
編曲  Arranjo
矢野立美 · Tatsumi Yano

O encerramento saiu no verso do mesmo compacto e manteve a equipe inteira da abertura. É uma faixa mais contida, construída sobre o mesmo vocabulário melódico do tema principal, o que faz o compacto funcionar como um par e não como uma música e um complemento.

Letra completa no Uta-Net ↗
InserçãoYume Miru Peebo夢みるピーボ · Yoshiko Ota e Columbia Yurikago Kai
Tema de inserção dedicado ao robô tutor Peebo
歌  Canto
太田淑子 · Yoshiko Ota + コロムビアゆりかご会
作詞  Letra
曽田博久 · Hirohisa Soda
作曲  Composição
田中公平 · Kohei Tanaka
編曲  Arranjo
田中公平 · Kohei Tanaka

Aqui estão os dois créditos mais surpreendentes da trilha inteira. A letra é de Hirohisa Soda, o roteirista-chefe da própria série, que assinou 37 dos 51 episódios: o mesmo homem que estruturou o arco do Império Gear escreveu a canção do robô de apoio. E a música é de Kohei Tanaka, que anos depois se tornaria um dos compositores mais conhecidos do Japão, responsável pela trilha de One Piece, entre muitas outras. É um daqueles créditos que só ficam visíveis olhando para trás.

Trilha incidentalA trilha de fundo矢野立美 · Tatsumi Yano
Trilha incidental dos 51 episódios
音楽  Música
矢野立美 · Tatsumi Yano

Tatsumi Yano assinou a música incidental e também arranjou os dois temas cantados, o que dá à série uma unidade sonora rara para a época. É a mesma mão desenhando a abertura, o encerramento e o que toca por baixo das cenas, e isso ajuda a explicar por que a identidade sonora de Bioman soa tão coesa quando comparada à de séries vizinhas.

Os discos

Choudenshi Bioman
1984Compacto 7"
超電子バイオマン
Choudenshi Bioman
Nippon Columbia · CK-705 · ¥600

O compacto que saiu junto com a estreia, com os dois temas da série nos dois lados.

A
超電子バイオマン
Choudenshi Bioman
Takayuki Miyauchi
B
バイオミック・ソルジャー
Biomic Soldier
Takayuki Miyauchi
Hit Song Collection
1984LP · Vinil
超電子バイオマン ヒット曲集
Hit Song Collection
Columbia · CQ-7086 · maio de 1984

Lançado ainda durante a exibição, com as dez canções divididas entre lado A e lado B.

A1
超電子バイオマン
Choudenshi Bioman
Takayuki Miyauchi
A2
俺達バイオマン
Oretachi Bioman
Miyauchi, Koorogi'73
A3
セクシャル・レディ
Sexual Lady
Maki Ishiwatari
A4
ブルー・トゥゲザーネス
Blue Togetherness
Takayuki Miyauchi
A5
大空翔けて!
Ōzora Kakete!
Koorogi'73
B1
カラフル・バイオマン
Colorful Bioman
Miyauchi, Koorogi'73
B2
夢みるピーボ
Yume Miru Peebo
Yoshiko Ota, Yurikago Kai
B3
バイオロボの歌
Bio Robo no Uta
Takayuki Miyauchi
B4
夕焼けのペガサス
Yūyake no Pegasus
Ryosuke Sakamoto
B5
バイオミック・ソルジャー
Biomic Soldier
Takayuki Miyauchi
Complete Song Collection 戦隊8
1996CD · Compilação
コンプリート・ソング・コレクション
Complete Song Collection 戦隊8
Columbia · COCC-13724 · 20 faixas

A edição definitiva: as dez faixas vocais mais as dez versões instrumentais de karaokê.

01
超電子バイオマン
Choudenshi Bioman
Takayuki Miyauchi
02
俺達バイオマン
Oretachi Bioman
Miyauchi, Koorogi'73
03
セクシャル・レディ
Sexual Lady
Maki Ishiwatari
04
ブルー・トゥゲザーネス
Blue Togetherness
Takayuki Miyauchi
05
大空翔けて!
Ōzora Kakete!
Koorogi'73, Japan Echo Singers
06
カラフル・バイオマン
Colorful Bioman
Miyauchi, Koorogi'73
07
夢みるピーボ
Yume Miru Peebo
Yoshiko Ota, Yurikago Kai
08
バイオロボの歌
Bio Robo no Uta
Takayuki Miyauchi
09
夕焼けのペガサス
Yūyake no Pegasus
Ryosuke Sakamoto
10
バイオミック・ソルジャー
Biomic Soldier
Takayuki Miyauchi
Faixas 11 a 20 · versões instrumentais das mesmas dez canções

Onde ouvir

Playlist oficial da Nippon Columbia
Apple Music · 33 faixas curadas pela própria gravadora
Tema de abertura
Spotify
Tema de abertura
Apple Music
Takayuki Miyauchi · discografia
Spotify
Letra de "Choudenshi Bioman"
Uta-Net · base licenciada japonesa
Letra de "Biomic Soldier"
Uta-Net · base licenciada japonesa
84
Contexto / 時代背景

O Japão de 1984

O Japão de 1984 era um país confiante. A economia crescia 4,5% ao ano sob Yasuhiro Nakasone, num governo de desregulamentação e projeção internacional que hoje se lê como o prólogo direto da bolha que estouraria no fim da década. Em março, Nakasone foi a Pequim e prometeu 2,1 bilhões de dólares em empréstimos a juros baixos. Havia dinheiro, havia otimismo tecnológico e havia uma crença pública em "novos materiais" e biotecnologia como a próxima fronteira industrial, o que ajuda a explicar por que uma série infantil sobre biopartículas e fibra sintética de última geração soava contemporânea e não fantasiosa.

Mas o ano começou com luto. Em 19 de janeiro, duas semanas antes da estreia de Bioman, uma explosão seguida de incêndio na mina de carvão de Mitsui Miike, em Fukuoka, matou 83 trabalhadores. Foi o pior desastre de mineração no país desde 1963, e serviu de lembrete de que o Japão que exportava eletrônicos ainda era o mesmo que tinha homens no subsolo.

E então veio a história que dominou o noticiário do ano inteiro, e que tem uma ligação incômoda com o público de Bioman. Em março, o presidente da Ezaki Glico, uma das maiores fabricantes de doces do país, foi sequestrado em casa e ficou cerca de 65 horas em cativeiro antes de escapar sozinho, sem que resgate algum fosse pago. Os sequestradores exigiam 1,08 bilhão de ienes e 100 quilos de ouro. Frustrados, passaram a enviar cartas provocativas à empresa e à imprensa, assinando como "o Monstro de 21 Faces", e ameaçaram envenenar produtos nas prateleiras. Mais de vinte linhas de doces foram recolhidas. O caso se estendeu à Morinaga e a outras fabricantes, nunca foi resolvido, e prescreveu.

Vale parar nesse ponto. Bioman ia ao ar aos sábados às 18h, para crianças, num gênero sustentado comercialmente por brinquedos e por doces. Em 1984, o Japão viveu meses em que confeitos viraram objeto de medo nacional e mães conferiam embalagens antes de dar bala para os filhos. O programa infantil mais otimista da grade dividia o mesmo ano, e em parte os mesmos patrocinadores, com a maior crise de confiança alimentar do país.

Fora isso, era um ano culturalmente cheio. Em 11 de março estreou Nausicaä do Vale do Vento, de Hayao Miyazaki, o filme que abriria caminho para a fundação do Studio Ghibli no ano seguinte. No verão, o Japão voltou aos Jogos Olímpicos em Los Angeles depois de dezesseis anos de ausência, por causa do boicote a Moscou em 1980, e trouxe 32 medalhas, sendo 10 de ouro. O Famicom, lançado no ano anterior, consolidava-se com Excitebike, Lode Runner, Golf e Tennis. Nas paradas tocavam Akina Nakamori com "Jikkai" e "Kita Wing", os Checkers com "Gizagiza Heart no Komoriuta" e Hiromi Go com "Exotic Japan". E o país inteiro se derreteu quando seis coalas chegaram da Austrália e foram distribuídos entre três zoológicos, num fenômeno que a imprensa apelidou de febre dos coalas.

É esse o pano de fundo de Bioman: um país rico, tecnologicamente eufórico e assustado ao mesmo tempo, que consumia robôs realistas, videogame doméstico e ficção científica infantil no mesmo ano em que aprendia a desconfiar de uma caixa de chocolate.

O ano, mês a mês

19 jan
Mina de Mitsui Miike
Explosão em Fukuoka mata 83 mineradores
4 fev
Estreia de Bioman
TV Asahi, sábados às 18h
11 mar
Nausicaä do Vale do Vento
Miyazaki, um ano antes do Ghibli
mar
Caso Glico-Morinaga
Sequestro do presidente da Ezaki Glico
mar
Nakasone em Pequim
US$ 2,1 bi em empréstimos à China
jul–ago
Olimpíada de Los Angeles
Japão volta após 16 anos e leva 32 medalhas

A série dentro do ano

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O Impacto / 視聴率

O impacto e o alcance

A audiência de Bioman está documentada episódio a episódio, e os números seguem a compilação japonesa de índices da região de Kanto, os mesmos que já usamos na seção Super Sentai do Kyoudai Express. São 51 registros sem lacunas, do primeiro ao último episódio. A média da série fechou em 10,55%, e esse número ganha sentido quando comparado com o resto da metassérie: no conjunto de séries que mapeamos, é a segunda maior média já registrada, atrás apenas de Himitsu Sentai Goranger, que marcou 16,09% em uma outra era da televisão japonesa, e bem à frente de nomes que a memória do fã costuma tratar como equivalentes, como Jetman com 7,09%, Zyuranger com 7,14% e Gaoranger com 8,84%. Bioman não foi apenas a série que reorganizou o desenho e a gramática do formato. Ela sustentou esse experimento com público real, semana após semana, durante um ano inteiro.

A largada foi das melhores da franquia. A estreia, em 4 de fevereiro de 1984, cravou 11,8%, e o primeiro bloco de treze episódios se firmou como o trecho mais forte de toda a série, com média de 11,53%. É nesse intervalo que aparecem alguns dos maiores números do ano, como os 12,9% do episódio 10 e os 12,8% do episódio 13. O detalhe mais interessante desse começo é o que acontece justamente no episódio 10, "Adeus Amarelo", que marca a saída de Mika Koizumi: em vez de afastar o público, foi o terceiro maior índice da série inteira, e o episódio seguinte, com a entrada de Jun, sustentou 12,1%. A troca de heroína no meio da temporada, uma decisão de produção que poderia ter custado caro, não produziu qualquer fuga imediata de audiência. O ajuste veio depois, e por razões que a curva mostra com clareza.

O tombo chegou no episódio 14, exibido em 5 de maio de 1984, que despencou para 7,8% e marcou a primeira vez abaixo dos 8%. A partir dali a série entra no seu trecho mais irregular e mais longo: o segundo bloco de treze episódios cai para média de 9,95% e o terceiro fica praticamente no mesmo patamar, com 9,98%. No total, 16 dos 51 episódios ficaram abaixo da marca de 10%, e o piso absoluto veio no episódio 22, em 30 de junho de 1984, com 7,7%. É um vale que dura quase metade da temporada, o período em que a série trabalha a estrutura do Império Gear e aprofunda Doctor Man sem ainda ter apresentado a ameaça que reorganizaria o terço final.

A recuperação inverte a curva de forma consistente. O bloco dos episódios 40 a 51 sobe para média de 10,73%, e é nele que está o maior índice de toda a série: 13,6% no episódio 43, exibido em 24 de novembro de 1984, seguido de perto pelos 13,0% do episódio 44. A retomada coincide com a chegada de Bio Hunter Silva e com o endurecimento do arco final, quando a série passa a operar com uma ameaça externa que não responde nem ao Gear nem aos Bioman. O encerramento confirma o movimento: o episódio 51, "Adeus! Pibo", foi ao ar em 26 de janeiro de 1985 com 10,3%, acima da média da própria série. Bioman terminou estável, sem a erosão que costuma marcar o fim de temporadas longas, e é esse conjunto, mais do que qualquer pico isolado, que ajuda a explicar por que a Toei tratou o pacote de decisões da série como base consolidada para o que veio depois.

Média geral
10,55%
Estreia
11,8%
Pico · ep 43
13,6%
Piso · ep 22
7,7%
Final · ep 51
10,3%
Episódios
51

Guia de episódios e audiência

超電子バイオマンChoudenshi Bioman1984 · TV Asahiguia completo · 51 episódios
1
EP

Um misterioso robô gigante aparece

謎の巨大ロボ出現

ESTREIA
Exibição
04/02/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,8%
2
EP

Reúna-se! guerreiro do destino

集合!宿命の戦士

Exibição
11/02/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10%
3
EP

Meu amigo biorobo

わが友バイオロボ

Exibição
18/02/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,3%
4
EP

Autodestruição! Mecha humano

自爆!メカ人間

Exibição
25/02/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,7%
5
EP

Mate o inimigo invisível

見えない敵を斬れ

Exibição
03/03/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,4%
6
EP

Acorde! biorobo

起て!バイオロボ

Exibição
10/03/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12,6%
7
EP

Pibo pego

つかまったピーボ

Exibição
17/03/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12%
8
EP

Lute! Juro por uma estrela

戦え!星に誓って

Exibição
24/03/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10%
9
EP

pular corda que apaga as pessoas

人を消すなわ跳び

Exibição
31/03/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kunio Fujii
Audiência
10,7%
10
EP

Adeus Amarelo

さよならイエロー

Exibição
07/04/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12,9%
11
EP

Novo guerreiro Jun aparece

新戦士ジュン登場

Exibição
14/04/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12,1%
12
EP

Assassino Verde!

殺人者グリーン!

Exibição
21/04/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kunio Fujii
Audiência
11,6%
13
EP

junho

ジュンよ

Exibição
28/04/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12,8%
14
EP

Novo cérebro cérebro!

新頭脳ブレイン!

Exibição
05/05/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
7,8%
15
EP

Mulher guerreira à beira das chamas

女戦士炎のちかい

Exibição
12/05/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
12%
16
EP

Execute por 21.599 segundos

走れ21599秒

Exibição
19/05/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,4%
17
EP

Eu vi o Castelo Ryugu

僕は龍宮城を見た

Exibição
26/05/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,4%
18
EP

Oração da garota psíquica

超能力少女の祈り

Exibição
02/06/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
9%
19
EP

meu pai é médico, cara

父はドクターマン

Exibição
09/06/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
12%
20
EP

O desafio do príncipe!

プリンスの挑戦!

Exibição
16/06/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
9,3%
21
EP

Proteja a base biológica

守れバイオベース

Exibição
23/06/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
12,3%
22
EP

Grande ladrão?! Azul!

大泥棒?! ブルー!

MENOR AUDIÊNCIA
Exibição
30/06/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
7,7%
23
EP

Gyo! ataque de bonecas

ギョ!人形の襲撃

Exibição
07/07/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kunio Fujii
Audiência
10,1%
24
EP

Uma flor explosiva de amor!

爆発する愛の花!

Exibição
14/07/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
9,1%
25
EP

O fantasma do príncipe?

プリンスの幽霊?

Exibição
21/07/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,2%
26
EP

O terrível segredo do meu pai

恐るべき父の秘密

Exibição
28/07/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
9,1%
27
EP

aranha inferno mulher guerreira

クモ地獄の女戦士

Exibição
04/08/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
8,4%
28
EP

assassinato de médico

ドクターマン暗殺

Exibição
11/08/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
8%
29
EP

O dia em que Tóquio desaparecer?!

東京が消える日?!

Exibição
18/08/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
8,8%
30
EP

A espada mágica Kansu mais forte

最強カンスの魔剣

Exibição
25/08/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,4%
31
EP

Novo modelo?! Megas aparece

新型?! メガス出現

Exibição
01/09/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,8%
32
EP

Estratégia de remodelação de engrenagens

ギアの大改造作戦

Exibição
08/09/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,1%
33
EP

Será que vai aparecer?! Novo movimento especial

出るか?! 新必殺技

Exibição
15/09/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
8,9%
34
EP

Olha! O poder da biografia

見よ!バイオの力

Exibição
22/09/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,1%
35
EP

6º homem

6番目の男

Exibição
29/09/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,3%
36
EP

menino de transformação

変身ボーイ

Exibição
06/10/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
9,2%
37
EP

Assassino Silva!

殺し屋シルバ!

Exibição
13/10/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,2%
38
EP

bojo misterioso

謎のバルジオン

Exibição
20/10/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,3%
39
EP

A armadilha de Mason!

メイスンのわな!

Exibição
27/10/1984
Direção
Minoru Yokoyama
Roteiro
Yu Yamamoto
Audiência
12,3%
40
EP

Turbo roubado!

奪われたターボ!

Exibição
03/11/1984
Direção
Minoru Yokoyama
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,9%
41
EP

Canção de ninar do diabo!

悪魔の子守り唄!

Exibição
10/11/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
12,1%
42
EP

Ir! Aposte sua vida!

郷!命を賭けろ!

Exibição
17/11/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Narumi Jo
Audiência
8,5%
43
EP

guerreiro de terno de marinheiro

セーラー服の戦士

MAIOR AUDIÊNCIA
Exibição
24/11/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
13,6%
44
EP

lindo circuito de consciência

美しき良心回路

Exibição
01/12/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
13%
45
EP

Bomba humana Jun!

人間爆弾ジュン!

Exibição
08/12/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kunio Fujii
Audiência
9,8%
46
EP

escapar! Uma cidade de armadilhas!

脱出!わなの町!

Exibição
15/12/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Kyoko Sagiyama
Audiência
9,8%
47
EP

A verdadeira identidade do Dr. Shibata!?

柴田博士の正体!?

Exibição
22/12/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
9,6%
48
EP

Aparecer! Bulgeon

出現!バルジオン

Exibição
29/12/1984
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
9,7%
49
EP

Biorobô perigoso

危うしバイオロボ

Exibição
12/01/1985
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
11,1%
50
EP

Assalto Neogrado

突撃ネオグラード

Exibição
19/01/1985
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,4%
51
EP

Adeus! Pibo

さよなら!ピーボ

FINAL
Exibição
26/01/1985
Direção
Junji Yamaoka
Roteiro
Hirohisa Soda
Audiência
10,3%
↓ role para ver os 51 episódios
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A França / 仏国

A trilogia que nunca existiu

Bioman chegou à França em 1985, pelo Canal+, aos sábados ao meio-dia e meia. Em 2 de setembro de 1987 migrou para a TF1, dentro do Club Dorothée, o programa infantil que virou fenômeno nacional depois da privatização do canal e que chegou a ocupar quase 30 horas semanais da grade. A dublagem saiu pelo estúdio Garcia Ktorza, sob licença da AB Groupe, e o tema de abertura ganhou uma versão francesa gravada por Bernard Minet.

Essa versão fez algo que nenhuma abertura de tokusatsu costuma fazer: entrou nas paradas de verdade. "Bioman", de Bernard Minet, chegou ao 9º lugar do Top 50 francês em maio de 1988, e foi o primeiro hit real do Club Dorothée desde a estreia do programa. Não era uma música de nicho tocada dentro de um bloco infantil. Era um single competindo com o mercado.

E aí veio o problema que gerou a parte mais estranha dessa história. O Club Dorothée ficou sem episódios. Bioman tem 51 e acabou. Mas a marca estava valendo dinheiro demais para ser abandonada, e a AB Groupe tomou uma decisão que soa absurda hoje: continuou a série com séries que não eram a série. Hikari Sentai Maskman virou "Bioman 2: Maskman" e estreou no Club Dorothée em 8 de junho de 1988. Choujuu Sentai Liveman virou "Bioman 3: Liveman", em 31 de maio de 1989. Três produções japonesas sem qualquer ligação entre si, sem continuidade, sem personagens em comum, vendidas ao público francês como uma trilogia.

O resultado é que existe uma geração inteira de franceses para quem Bioman é uma franquia de três temporadas. Uma franquia que não existe no Japão. Lá, Bioman, Maskman e Liveman são a 8ª, a 11ª e a 12ª série de uma metassérie chamada Super Sentai, cada uma com seu elenco, seu universo e seu encerramento. A trilogia francesa é uma invenção comercial que sobreviveu à memória afetiva de milhões de pessoas, e ainda hoje é comum ver fãs franceses descobrindo tarde que os "três Bioman" nunca foram parentes.

O quanto isso penetrou na cultura francesa dá para medir por um detalhe: o trio humorístico Les Inconnus, um dos maiores nomes da comédia televisiva do país, fez um esquete paródico chamado "Biouman". Séries importadas não costumam render paródia em horário nobre. Bioman rendeu.

A TRILOGIA FRANCESA · NO JAPÃO, TRÊS SÉRIES SEM RELAÇÃO
1984
Choudenshi Bioman
超電子バイオマン
A série original, 51 episódios na TV Asahi
1987
Hikari Sentai Maskman
光戦隊マスクマン
Vendida na França como "Bioman 2"
1988
Choujuu Sentai Liveman
超獣戦隊ライブマン
Vendida na França como "Bioman 3"

Maskman e Liveman estão na nossa galeria de wallpapers. Na França dos anos 80, os três teriam o mesmo nome.

Legado / 遺産

A série que virou lenda

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Linha do retorno
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Curiosidades / 豆知識

Curiosidades e bastidores

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Galeria / 写真

Em imagens

Quadros da série original de 1984. Imagens em alta resolução via TMDB.

Cena de Cybercop
O Veredito
9,0/ 10
Selo Kyoudai · Bio Partícula
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Fontes consultadas
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