Às vésperas da estreia de Godzilla -0.0 no Japão, marcada para terça-feira, 3 de novembro, o diretor Takashi Yamazaki contou ao jornal Daily Sports por que escolheu King Ghidorah como o adversário do novo filme, e não Mothra ou Rodan. A resposta é pessoal: Yamazaki nasceu em 1964, o mesmo ano de Ghidorah, o Monstro de Três Cabeças, filme da Toho que apresentou o dragão dourado ao público.
O diretor lembrou que, ainda criança em Matsumoto, na província de Nagano, assistiu a uma reexibição do filme e saiu decepcionado. Trazer o monstro de volta, agora com os recursos de efeitos visuais que ele domina, é também uma forma de acertar contas com aquela lembrança.
Godzilla -0.0 chega dois anos e oito meses depois do Oscar de melhores efeitos visuais conquistado por Godzilla Minus One, em março de 2024. Segundo Yamazaki, o volume de dados do novo longa é de duas a três vezes maior que o do anterior, e a equipe de efeitos cresceu de cerca de 35 para mais de 50 pessoas. É também o primeiro filme japonês feito no formato Filmed for IMAX.
A reportagem destaca ainda a parte sonora. O sistema de som renovado dos estúdios da Toho permitiu fazer a mixagem em Dolby Atmos no próprio estúdio. O compositor Naoki Sato gravou a trilha em um grande auditório, com 32 violoncelos e cerca de 60 músicos dedicados apenas aos registros graves, para dar peso à presença dos monstros.
Ryunosuke Kamiki e Minami Hamabe voltam aos papéis de Koichi e Noriko Shikishima. A história se passa dois anos depois dos acontecimentos de Godzilla Minus One, que arrecadou 7,65 bilhões de ienes no Japão.








































