Takashi Yamazaki assistiu à primeira projeção de Godzilla -0.0 ao lado da equipe e saiu da sala convencido de que o trabalho deu resultado. O diretor contou que boa parte da plateia ficou com os olhos cheios de lágrimas e resumiu a sessão como uma boa colheita, a pouco mais de dez dias da estreia japonesa, marcada para 3 de novembro, o Dia do Godzilla.
Yamazaki acumula as funções de diretor, roteirista e supervisor de efeitos visuais, e disse que a parte de efeitos foi especialmente dura nesta produção. O alívio, segundo ele, veio do calor da sala na primeira exibição interna. Na saída da projeção, o diretor recebeu flores e presentes da equipe, entre eles Mio Tanaka, que interpreta Tatsuo Horita, o ex-comandante do destróier Yukikaze.
O diretor adiantou que o novo filme não constrói a tensão aos poucos. A promessa é começar a toda velocidade e não soltar o público, uma escolha diferente da de Godzilla -1.0, que levava algum tempo para colocar o monstro em cena. Yamazaki quer um espetáculo de entretenimento que, ao mesmo tempo, fãça o espectador repensar o que Godzilla representa.
A história se passa no Japão de 1947, dois anos depois do período retratado no longa anterior. A família Shikishima, que já tinha enfrentado o monstro, volta a lidar com uma calamidade, e o enredo segue em sigilo. Ryunosuke Kamiki e Minami Hamabe repetem os papéis principais, e Masami Nagasawa entra no elenco.
Godzilla -1.0 venceu o Oscar de melhores efeitos visuais na 96ª edição da premiação, o primeiro filme asiático a levar a categoria, e passou de 100 milhões de dólares de bilheteria mundial. O resultado transformou Yamazaki em nome conhecido fora do Japão e elevou a expectativa em torno da continuação.








































