風
Hiroshi Miyauchi de calça branca e colete, em pose de luta diante de um castelo japonês, nos anos 1970
KYOUDAI EXPRESS / COLUNA · PERFIL
Hiroshi Miyauchi · n. 1947 Mister Hero · Toei
宮内洋 · 仮面ライダーV3・快傑ズバット

O Herói que Pedia Mais Explosivos

Décadas antes de Tom Cruise transformar as próprias cenas de risco em marca, o ator de Kamen Rider V3, Aoranger, Kaiketsu Zubat e Big One já pilotava moto sem dublê e pedia à equipe mais explosivos do que o roteiro previa.

NEW FACE DA TOEI, 1968·KEY HUNTER, TBS·SHIRO KAZAMI → AKIRA SHINMEI → KEN HAYAKAWA → SOKICHI BANBA → SHUNSUKE MASAKI·17 DE FEVEREIRO DE 1973

No primeiro dia de filmagem de Kamen Rider V3, em 1973, Hiroshi Miyauchi derrubou a moto logo no primeiro ensaio. A cena pedia cinco ou seis metros de pilotagem diante de uma igreja, onde Shiro Kazami parava para falar com um padre, e ninguém tinha explicado ao ator até onde ia o enquadramento. Quase 30 anos depois, ele contou o tombo sem rodeio: "Ou melhor, ninguém tinha me dito. Então era só perguntar, oras. Pois é, exatamente."

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Nascido em 14 de junho de 1947, Miyauchi é o ator que mais vezes apareceu na série Kamen Rider da era Showa. Foi Shiro Kazami em Kamen Rider V3 (1973 a 1974), Akira Shinmei, o Aoranger, em Himitsu Sentai Gorenger (1975 a 1977) e o detetive Ken Hayakawa em Kaiketsu Zubat (1977). Depois vieram Sokichi Banba, o Big One, em JAKQ Dengekitai (1977), e o comandante Shunsuke Masaki em Tokkei Winspector e Tokkyu Shirei Solbrain (1990 a 1992). A imprensa japonesa o chama de Mister Hero.

Entre 2001 e 2003, ele manteve uma coluna mensal no site Toei Hero Net, onde se apresentava como "o associado número 4410". A seção se chamava Hitorigoto (monólogos). Nela, Miyauchi comentou Kamen Rider V3 monstro por monstro e os 32 episódios de Kaiketsu Zubat, um a um, revendo cada capítulo em laserdisc antes de escrever.

Tanba e Chiba

Miyauchi procurou o ator Tetsuro Tanba, conhecido de seu pai, assim que terminou o ginásio. Tanba mandou o rapaz concluir o colegial antes de pensar em atuar. Em 1968, ele passou na seleção de novos talentos da Toei, a chamada New Face, na 12ª turma, e começou em filmes de gangue do estúdio, como as séries Furyo Bancho e Onna Bancho.

O aprendizado de ação veio em Key Hunter, série policial da TBS exibida entre 1968 e 1973, na qual Miyauchi fazia o agente Shunsuke Dan ao lado de Tanba e de Shinichi (Sonny) Chiba. Chiba deu ao novato um conselho que Miyauchi repetiu em entrevista ao site Mynavi em 2023:

Se é para ficar olhando, olhe por trás da lente da câmera que o cinegrafista está segurando.

Shinichi Chiba a Hiroshi Miyauchi, no set de Key Hunter

O ator chamou a frase de "um tesouro que guardo até hoje". Com ela, entendeu que dois atores separados por um metro, com o movimento sincronizado, parecem trocar golpes de verdade na tela.

Em Key Hunter, Dan costumava apanhar até a chegada de Kazama, o personagem de Chiba, e Miyauchi levou a fórmula para V3. Na coluna do Toei Hero Net, Miyauchi batizou o recurso de "estética de apanhar" e explicou que o herói só ganha peso quando entra em cena depois que o vilão já levou vantagem: "Se o monstro aparece e a gente já faz 'Henshin!' na hora, isso não acontece."

V3

Miyauchi foi escolhido para Kamen Rider V3 sem teste. Ele gravava Key Hunter em Urabandai, na província de Fukushima, quando recebeu ordem de ir ao escritório da emissora MBS em Tóquio. Ficou sentado esperando sem saber que era uma entrevista, ouviu perguntas sobre ação e moto e voltou para Fukushima. No dia seguinte, soube que seria o próximo Kamen Rider. Ao Mynavi, ele descreveu a segunda visita à emissora: "De longe, ouvi a voz alta do produtor Seiji Abe gritando: 'Chegou!'"

Tanba, o mentor, achou que o pupilo passaria a série inteira dentro da roupa de herói e disse: "Desista." Quando Miyauchi explicou que faria o personagem sem máscara, antes da transformação, Tanba mudou de ideia: "Então tudo bem. Pode fazer."

Miyauchi não sabia o que era Kamen Rider e comprou fitas de vídeo para assistir a Hiroshi Fujioka no papel do primeiro Rider. Concluiu que, depois de treinar com Chiba, conseguiria dar mais ação ao herói sem máscara, e pediu à equipe mais cenas antes da transformação. Ao longo da série, a proporção entre Shiro Kazami e o V3 de roupa se inverteu, de quatro para seis a sete para três. Nas primeiras semanas, ele gravou de peruca, porque o cabelo ainda estava curto por causa de um filme da série Onna Bancho. O boato de que "Miyauchi usa peruca" correu tanto que um fabricante de perucas o convidou para um comercial, convite que ele recusou.

Hiroshi Miyauchi, à direita, de colete branco e camisa azul, aperta a mão de um colega de camisa amarela, os dois montados em motos
Hiroshi Miyauchi, à direita, em foto de divulgação dos anos 1970 · foto: Toei

Miyauchi trocou o grito de transformação "buisurii", o V3 pronunciado à japonesa, por "buisuryaa", porque, segundo ele, a vogal "a" produz um eco mais bonito. Entre uma locação e outra, ele dirigia a própria moto de cena em vez de deixá-la seguir no caminhão da produção, e pedia à equipe de efeitos mais explosivos do que o roteiro indicava. Ryo Hayami, protagonista do seriado seguinte, Kamen Rider X, tinha medo de pólvora e comentou sobre o colega: "Ele é mesmo diferente."

A cena mais perigosa da série, segundo o próprio Miyauchi, foi no episódio 22, quando ele precisou passar por baixo de uma cortina de fogo e o vento mudou de direção no meio da tomada. Em entrevista ao Mynavi em 2017, lembrou: "Eu avançava, avançava, e as chamas não acabavam nunca." O ator Akiji Kobayashi, que fazia Tobei Tachibana, o "Oyassan" dos Riders, era quem dava bronca e conselho ao protagonista, dentro e fora do estúdio.

O sucesso de V3 levou Miyauchi a passar domingos, feriados e férias escolares em shows nos terraços de lojas de departamento de todo o Japão. Havia apresentações anunciadas apenas como "Shiro Kazami está chegando", sem a roupa do herói, e, segundo o ator, chegavam a acontecer shows em cerca de 100 lugares do país no mesmo dia. O personagem estampava bicicleta, refrigerante e curry. Anos depois, Miyauchi ainda corrigia quem o cumprimentava na rua com "olha o Kamen Rider": "Nessa hora, feito criança, faço questão de responder 'Kamen Rider V3!'."

O tema de abertura, "Tatakae! Kamen Rider V3", foi gravado na voz de Miyauchi. O compositor Shunsuke Kikuchi começou a sessão sem ensaio, e o cantor Ichiro Mizuki, que tinha gravado a versão de teste, levou o ator para o corredor e ensinou a melodia em partes. Os dois brigaram de verdade tempos depois, num intervalo de evento, e saíram da briga amigos para o resto da vida. Depois da morte de Mizuki, em 2022, Miyauchi disse ao Mynavi que anime e tokusatsu da época continuam amados "graças a Ichiro Mizuki, que passou a vida inteira cantando".

Aoranger

Em 1975, a Toei ofereceu a Miyauchi o papel de Akaranger, o líder de Himitsu Sentai Gorenger, e ele recusou. Segundo o site Magmix, o ator se incomodava com a ideia de agir sob ordens dentro de uma equipe. Veio então a proposta para Aoranger, e quem convenceu Miyauchi foi o próprio criador da série, Shotaro Ishinomori, no primeiro encontro entre os dois. Ishinomori comparou a dupla aos rivais mais famosos da esgrima japonesa:

Akaranger é Musashi Miyamoto, e Aoranger é Kojiro Sasaki.

Shotaro Ishinomori, ao convencer Miyauchi a fazer Gorenger

Miyauchi tinha outras três séries em andamento e só conseguia dedicar cerca de um dia por semana a Gorenger. A produção resolveu o problema colocando Akira Shinmei com frequência no comando da nave Varibune, cenas filmadas em estúdio, e em cerca de dez episódios o ator participou apenas da dublagem. Ele disse à Magmix que cuidava da postura o tempo todo: "Quando fazia o Shinmei, eu prestava atenção na maneira de ficar de pé."

Nos papéis de herói, Miyauchi mudava a postura de um personagem para outro. Shiro Kazami enfrentava os monstros com o quadril baixo e Akira Shinmei encarava o inimigo no mesmo nível, ao passo que Ken Hayakawa e Sokichi Banba falavam de cima, com a folga de quem já sabe o fim da luta. O gesto de Hayakawa de encolher os ombros veio do Havaí, onde V3 também era exibido. Numa sessão de autógrafos promovida pela emissora KIKU-TV, na época de Gorenger, Miyauchi viu um menino local fazer o movimento e guardou a ideia.

Zubat

Kaiketsu Zubat estreou em 2 de fevereiro de 1977 no Tokyo 12 Channel, atual TV Tokyo, às quartas-feiras, às 19h30. O detetive particular Ken Hayakawa percorre o Japão atrás do assassino de seu melhor amigo, o cientista Goro Asuka, e veste o traje Zubat, criado por Asuka, que só aguenta cinco minutos de uso. A série se inspirou nos faroestes Wataridori, da Nikkatsu, estrelados por Akira Kobayashi, e 30 dos 32 roteiros foram escritos por Shukei Nagasaka. Na coluna, Miyauchi lembrou uma frase do roteirista: "Eu escrevia os roteiros para que até universitários achassem graça."

Miyauchi queria fazer a série inteira como Hayakawa, sem transformação. Ele já acumulava três trabalhos fixos e, antes de aceitar, pediu para ler o roteiro, que ainda não estava pronto. Segundo o ator, o pedido pode ter chegado ao produtor Toru Hirayama como uma recusa.

Cada episódio de Zubat terminava num duelo entre Hayakawa e o guarda-costas do vilão, em geral com a arma do adversário, e Miyauchi preparava esses números brincando com objetos de cena nas horas vagas. No episódio 2, contra o mestre de iai vivido por Hideyo Amamoto, ele sacou a espada com a lâmina invertida e a devolveu à bainha em uma única tomada. Na coluna, explicou o método: "Para conseguir fazer esse tipo de coisa, ajuda muito o hábito de brincar com os objetos de cena no dia a dia." Das mesmas brincadeiras saíram o anel de fumaça de cigarro encaixado no cano de um revólver, a flecha disparada com a corda da guitarra e usada depois como palito de dente, e a guitarra fincada na areia da praia no episódio 28.

A coreografia de luta ficou com Kazutoshi Takahashi, que vinha do cinema de samurai. O figurino branco de verão, usado a partir do episódio 24, foi ideia de Miyauchi. No episódio 3, a neve começou a cair pouco antes do meio-dia, no último minuto do tempo-limite do traje. A equipe e o elenco livres limparam o chão das partes que apareciam no quadro para terminar a luta final. No episódio 30, o único em que Hayakawa anda de moto, Miyauchi pilotou em pé, com um passageiro na garupa.

Para o guarda-costas do episódio 29, Miyauchi chamou Baku Hatakeyama, o Kiranger de Gorenger, vizinho e amigo desde a série anterior. Hatakeyama morreu em 1978. Na coluna, o ator escreveu apenas: "Aconteceram muitas coisas, e não consigo escrever sobre isso."

A audiência chegou a 15,5% no episódio 6, mas os brinquedos da patrocinadora Takatoku venderam pouco. A empresa pediu mais cenas de luta, Nagasaka se recusou a mudar os roteiros, e a série terminou em 28 de setembro de 1977, no episódio 32, dos 52 planejados. Décadas depois, Miyauchi autografou todas as cópias do último volume da coleção em laserdisc.

Big One

Em JAKQ Dengekitai, a série Super Sentai seguinte, Miyauchi entrou no meio da exibição, em 1977, como Sokichi Banba, o Big One, primeiro guerreiro adicional da franquia. Miyauchi ouviu que faria o "capitão" da equipe e esperava poucos dias de gravação dando ordens. Descobriu depois que o personagem se transformava e lutava. A entrada de Banba mudou o foco da série, e Miyauchi disse ter se sentido em dívida com Yoshitaka Tanba, filho de seu mentor e protagonista original de JAKQ.

O figurino de Banba foi feito segundo sugestões de Miyauchi, com o forro vermelho para aparecer nas cenas de luta. O ator também criou para o personagem uma coleção de disfarces cômicos, com maquiagem e voz diferentes a cada aparição. Em 2001, para o filme Hyakujuu Sentai Gaoranger vs. Super Sentai, lançado direto em vídeo, ele voltou a vestir o terno branco de Banba, feito de novo porque ninguém sabia se o original ainda existia.

O Figurino

Miyauchi criou para si a regra de que herói não troca de roupa. Em JAKQ, Winspector, Solbrain e Chouriki Sentai Ohranger (1995), ele usou uma peça só em cada série, com o seguinte raciocínio: "Se o personagem transformado não muda, por que o de antes da transformação mudaria?" Outra regra era não comer nada diante da câmera, que ele mesmo quebrou em Zubat e comentou com humor: "Que apetite é esse desta vez, hein?"

A atriz Tamao Sato, do elenco de Ohranger, contou ter estranhado ver o colega de meias numa pousada em pleno verão. Miyauchi respondeu: "Se uma criança me visse desse jeito, ia achar feio. O herói tem que estar sempre elegante." As luvas brancas, marca dos personagens dele, vieram de uma ideia de Chiba para proteger as mãos nas cenas de ação.

Para o comandante Masaki de Winspector, Miyauchi se inspirou nos chefes que Tanba fazia em Key Hunter e G-Men '75. Ele mesmo pediu um papel sem transformação, mas insistiu em ter cenas de ação e sugeriu ideias para o figurino. Na época de Solbrain, respondeu a quem tratava o gênero como coisa de criança:

O que é programa de criança? O conteúdo pode ser feito para a criança entender, mas chamar de programa de criança uma obra em que profissionais da imagem colocaram a alma é uma ofensa.

Hiroshi Miyauchi, na época de Solbrain

A frase que Miyauchi mais repetiu na carreira é "série de herói é programa educativo". Ao Mynavi, em 2023, ele explicou o que queria dizer: "Não se trata de passar sermão. Continuei fazendo heróis com a ideia de que a influência forte de um herói tem algo capaz de fazer milagres." No primeiro episódio de Zubat, Hayakawa tira o chapéu e as luvas diante do altar do amigo morto, gesto que Miyauchi comentou na coluna como coisa que os pais deveriam ensinar aos filhos. As cartas de crianças, ele respondia em hiragana, o silabário que elas aprendem primeiro.

Hakuba

Em novembro de 2001, durante as filmagens de um telefilme de mistério da TV Tokyo em Hakuba, na província de Nagano, o ônibus da equipe derrapou no gelo a caminho da montanha. Ao descer, Miyauchi escorregou, torceu o corpo como faria numa queda ensaiada e sentiu um estalo na lombar. Passou o resto da filmagem subindo todo dia uma montanha de 2.000 metros de altitude com cinta e bandagens, e escreveu na coluna: "Se fosse um acidente em cena, atuando, ainda vá lá."

Em 2002, ele estava em temporada no teatro Meijiza, em Tóquio, na companhia do cantor Hiroshi Itsuki, e escrevia a coluna no camarim, com o monitor do palco ligado. Disse que a postura e os gestos que aprendeu em Zubat o ajudavam no teatro. Em 2005, no filme Kamen Rider The First, fez numa única cena Tobei Tachibana, o papel de Akiji Kobayashi, e disse estar feliz por viver "o papel do Tobei, que eu admirava desde aquela época".

Em 2008, Miyauchi passou por uma cirurgia de oito horas para implantar vasos sanguíneos artificiais. Contou o caso em público só em 2012, num evento ao lado de Naoya Makoto, o Akaranger de Gorenger, e mais tarde brincou na televisão: "Acho que virei um humano artificial." Em 2019, apareceu no último episódio de Tokusatsu GaGaGa, da NHK, como dono de uma livraria.

Hiroshi Miyauchi, de luvas brancas e colete branco sobre camisa azul, faz com os braços a pose de transformação de V3
De luvas brancas, Miyauchi refaz a pose de transformação de V3 diante do público · foto: divulgação

Em 29 de abril de 2024, aos 76 anos, Miyauchi abriu a exposição dos 50 anos de Kamen Rider em Tokorozawa, na província de Saitama, com o cinto Double Typhoon na cintura. Antes de fazer a pose, disse ao público: "A justiça é imortal. Vou mostrar para vocês a transformação do Shiro Kazami." Na entrevista de 2023 ao Mynavi, quando revisitou os 50 anos de V3, resumiu a relação com o personagem: "Olhando para trás, percebi que o eu de hoje também é igual ao Shiro Kazami. Posso me transformar a qualquer momento."

O elenco de Tokkei Winspector com Hiroshi Miyauchi ao centro, de quepe
Diário de viagem · Nakano, Tóquio
Uma Noite no Bar HERO III

Numa noite em Tóquio, fomos ao Bar HERO III, no bairro de Nakano. O dono é Taisuke Miyauchi, filho mais velho de Hiroshi Miyauchi, que abriu a casa em julho de 2014 na Yakushi Ai Road, uma rua de comércio da região de Arai. Eu li o três romano do nome como uma piscada para o V3 do pai, e a decoração confirmou a suspeita assim que passamos pela porta.

O bar funciona como um pequeno museu da carreira de Hiroshi Miyauchi. Os objetos das séries do pai ocupam as paredes e as prateleiras, e o balcão reunia gente de idades bem diferentes, com o tokusatsu como assunto comum. Ninguém ali precisava explicar por que gostava de herói japonês, e a conversa passava de uma mesa para a outra sem apresentação.

Quando contamos que éramos fãs do Brasil e que tínhamos conhecido Miyauchi como o comandante Masaki de Winspector, Taisuke foi até a estante, pegou uma fita VHS da série e colocou para rodar na TV do bar. Ficamos vendo o pai dele comandar a equipe na tela, com o filho do outro lado do balcão.

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Fontes: Toei Hero Net, Mynavi (2023), Mynavi (2017), Magmix, Oricon, Cinema Today, Futabasha THE CHANGE, Nakanocchi e Wikipédia japonesa.