Capa de Dennou Keisatsu Cybercop
KYOUDAI EXPRESS / VERBETE ENCICLOPÉDICO
Toho Tokusatsu · 1988 Os Policiais do Futuro
電脳警察サイバーコップ

Cybercop

A aposta cara e futurista da Toho contra os heróis da Toei. Gravada em videoteipe, com CGI pioneiro e drama adulto, fracassou em casa e virou febre do outro lado do mundo.

{{ s.val }}{{ s.unit }}
{{ s.label }}
{{ a.label }}
O Ensaio / 解説

O futuro custou caro

Verbete da Redação Kyoudai Express · leitura ~9 min

Em 1988, a Toho fez uma aposta que poucos esperavam. Depois de quase uma década longe da televisão, o estúdio que havia criado o Godzilla voltou ao tokusatsu com Dennou Keisatsu Cybercop, uma série que cruzava ficção científica sombria, polícia do futuro e armaduras que reluziam como cromo. Era a resposta da casa à hegemonia da Toei, dona dos Sentai e dos Metal Heroes, e o resultado foi uma obra ambiciosa, estranha e, à sua maneira, inesquecível.

A trama se passa numa Tóquio de 1999 tomada pelo crime e pela tecnologia fora de controle. Para enfrentar ameaças que a polícia comum não dava conta, o governo cria a ZAC, uma unidade especial cujos agentes vestem armaduras de combate de alta tecnologia. São os Cybercops, cada um batizado com o nome de um planeta, cada um pilotando uma Unidade Cyber com capacidades próprias.

O título deste verbete não é por acaso. Cybercop é, no fundo, uma série sobre o preço do futuro, sobre um mundo em que a máquina avançou mais rápido do que a consciência de quem a controla. Os vilões não são monstros de borracha, e sim a própria tecnologia virada contra o homem, num tom mais adulto e melancólico do que era comum no gênero naquele tempo.

À frente das Unidades estavam personagens com dramas próprios. Takeda, o Júpiter, era um guerreiro misterioso e sem memória, na verdade um combatente vindo do século 23. Hojo, o Marte, líder ranzinza e destemido, carregava o trauma de ter visto o pai ser arruinado. Mouri, o Saturno, era o brincalhão que escondia no humor a preocupação com os irmãos mais novos. Uesugi, mesmo sem uma Unidade, era o coração do time. E Lúcifer, o rival vindo do futuro, começava como inimigo e terminava como aliado relutante.

A mecânica de ação tinha um charme só dela. Em vez de carregar as armas o tempo todo, os Cybercops acessavam o arsenal por meio dos Cyber Cards, em terminais escondidos pela cidade que entregavam as Cyber Arms e as Cyber Weapons por dutos subterrâneos. Era um detalhe de roteiro que dava à série uma lógica quase de videogame, anos antes de isso virar lugar-comum.

Nos bastidores, o projeto nasceu movido por interesse comercial. Quem o impulsionava era a Takara, fabricante de brinquedos que queria uma linha de heróis para rivalizar com a dupla Bandai e Toei. A empresa chegou a ressuscitar um conceito de boneco Cybercop pensado lá em 1983, e o desenho das Unidades Cyber descende diretamente dos antigos Henshin Cyborg da marca.

O desempenho de vendas no Japão acabou matando um sucessor já planejado, o herói gigante Cyberman. Mas a ideia não se perdeu: o conceito de um herói que se equipa com um robô de apoio virou semente do Gridman, de 1993, e foi reaproveitado no anime Metal Jack, de 1991. Cybercop semeou bem mais do que colheu.

E há ainda a história paralela, a que mais nos toca por aqui. No Japão, Cybercop passou quase despercebido. No Brasil, virou febre, com anos de exibição, gibi, brinquedo e até circo rodando o país com as armaduras de verdade. Foi um daqueles casos em que uma obra encontrou o seu verdadeiro lar a milhares de quilômetros de onde foi filmada, e é por isso que, para tanta gente da nossa geração, aquele futuro de cromo de 1988 nunca saiu de moda.

O Enredo / 物語

A história

{{ b.kanji }}

{{ b.head }}

{{ b.body }}

A história, do começo ao fim
Contém o segredo do Júpiter, o desfecho e a mensagem final

{{ blk.h }}

{{ blk.t }}

Dramatis Personae / 登場人物

Quem é quem

Os Cybercops, cada um com sua armadura de planeta, mais aliados e vilões. Entre parênteses, o intérprete.

{{ p.kanji }}
{{ p.role }}
{{ p.name }}
{{ p.actor }}

{{ p.bio }}

O Bestiário / デストラップ

A Destrap

A organização criminosa que quer trocar a humanidade por uma vida de silício, comandada por um supercomputador e seus androides. Quase todos os vilões são, eles mesmos, máquinas que se julgam gente.

{{ w.flag }} {{ w.origin }}
{{ w.name }}
{{ w.jp }}

{{ w.note }}

Tecnologia / ビットスーツ

As Unidades Cyber

Cada armadura tinha pontos fortes e fracos bem definidos, num nível de detalhe raro para um tokusatsu. As Unidades e o arsenal dos Cybercops.

{{ t.kanji }}
{{ t.name }}
{{ t.wpn }}

{{ t.spec }}

Bastidores / 制作

Por trás das câmeras

{{ b.n }}

{{ b.head }}

{{ b.body }}

Os Dublês / 中の人

A pessoa de dentro

Cybercop não era Toei. A série saiu da Toho Kikaku com a Studio Jump, sob supervisão de Hiromi Muraishi, e a ação foi dirigida por Ryojiro Nishimoto. Isso muda o trabalho do dublê: em vez de monstro da semana e luta corpo a corpo, o traje precisava sustentar tiroteio, veículo e uma camada de efeito digital que só entraria depois, na pós.

J
JUPITER
清家利一
Toshikazu Seike
No traje
Jupiter, o Cybercop titular
Depois
Seguiu na equipe de ação do tokusatsu japonês

O corpo dentro do traje de Jupiter é Toshikazu Seike. Nos primeiros episódios o papel foi dividido: Takashi Sakamoto também vestiu o herói na fase inicial, antes de Seike firmar-se no posto.

Cybercop tinha um problema físico que Sentai e Metal Hero não tinham. O traje era rígido, cheio de placas e detalhes de armadura, e a série vendia o realismo dessa carapaça — não dava para disfarçar com movimento amplo. Coube ao dublê fazer um traje pesado parecer tecnologia militar plausível, e não fantasia.

M
MARS BIT · SUBSTITUTO
横山一敏
Kazutoshi Yokoyama
No traje
Mars Bit, como substituto
Também vestiu
O brigão Jack, no episódio 16, com o rosto à mostra
Depois
Virou um dos dublês centrais do Kamen Rider e depois diretor de ação

A ficha mais consequente do quadro. Kazutoshi Yokoyama aparece em Cybercop como substituto no Mars Bit e num papel de rosto no episódio 16, ainda no começo da carreira.

Anos depois ele se tornaria um dos corpos mais importantes da era Heisei do Kamen Rider, vestindo protagonistas da franquia, e migraria para a direção de ação. Cybercop pega esse nome antes de ele virar esse nome.

DIREÇÃO DE AÇÃO
西本良治郎
Ryojiro Nishimoto

A ação de Cybercop foi dirigida por Ryojiro Nishimoto, e o trabalho dele aqui é diferente do de um tokusatsu da Toei. A série não tinha monstro da semana com luta corpo a corpo prolongada: tinha tiroteio, veículo e efeito digital.

A coreografia precisava conviver com a maior aposta técnica do programa, os efeitos gerados por computador que a Toho vendia como diferencial. Boa parte do que o dublê fazia em cena existia para casar com uma camada visual que só seria adicionada depois, na pós-produção.

Z
O ELENCO DE AÇÃO
スーツアクター
A equipe completa
No traje
Os demais Cybercops, Deathtrap e criaturas

Além de Seike e Sakamoto, os créditos listam Goichi Natsuyama, Tokio Iwata, Takayuki Ishii, Yasuhiko Imai, Eiichi Takagi, Hiromitsu Miyamoto e Takahiro Kasahara sem atribuição individual de personagem.

Essa ausência de crédito detalhado é comum na produção japonesa do período e vale como registro: são sete pessoas cujo trabalho está em cena nos 36 episódios sem que se saiba exatamente onde. O Yasuhiko Imai dessa lista, aliás, também aparece nos créditos de Jiraiya, no mesmo ano.

O traje de Jupiter foi de Toshikazu Seike, com Takashi Sakamoto dividindo o papel na fase inicial. E há um nome nos créditos que valeria ouro anos depois. Clique nas abas.

A Trilha / 音楽

As músicas de Cybercop

A trilha de Cybercop tem duas assinaturas que valem destaque. A abertura foi composta por Daisuke Inoue, nome consagrado fora do tokusatsu por temas centrais da franquia Gundam — escalá-lo diz muito sobre o tipo de produção que a Toho queria vender aqui, mais próxima da ficção científica adulta que do programa infantil de sábado.

A segunda é mais rara: Mika Chiba, que canta o encerramento e três das cinco canções de inserção, não é uma intérprete contratada para a trilha. Ela está no elenco da série, na frente das câmeras. É a atriz fechando cada episódio com a própria voz. A música incidental dos 36 episódios é de Ichiro Nitta, que ainda compôs duas das inserções.

As sete canções da série

#FAIXAINTÉRPRETE
01
明日への叫び 〜サイバー・ハート〜
Ashita e no Sakebi ~Cyber Heart~
Hiroshi NishikawaAbertura
02
シューティング・スター
Shooting Star
Mika ChibaEncerramento
03
追憶のジュピター
Tsuioku no Jupiter
Hideyuki NagashimaInserção
04
炎のメッセンジャー
Honoo no Messenger
Norio SakaiInserção
05
BRAND-NEW TOMORROW
Brand-New Tomorrow
Mika ChibaInserção
06
INTO THE NIGHT
Into the Night
Mika ChibaInserção
07
LET IT GO
Let It Go
Hiroshi NishikawaInserção

Ficha das faixas

AberturaAshita e no Sakebi ~Cyber Heart~明日への叫び 〜サイバー・ハート〜 · Hiroshi Nishikawa
Tema de abertura dos 36 episódios
歌  Canto
西川弘志 · Hiroshi Nishikawa
作詞  Letra
岩里祐穂 · Yuho Iwasato
作曲  Composição
井上大輔 · Daisuke Inoue
編曲  Arranjo
白井良明 · Yoshiaki Shirai

A composição é de Daisuke Inoue, um nome grande fora do tokusatsu: ele assinou temas centrais da franquia Gundam, entre eles "Ai Senshi" e "Meguriai". Ter Inoue na abertura sinaliza o tipo de produção que a Toho queria vender, mais próxima da ficção científica adulta que do programa infantil.

EncerramentoShooting Starシューティング・スター · Mika Chiba
Tema de encerramento
歌  Canto
千葉美加 · Mika Chiba
作詞  Letra
田口俊 · Shun Taguchi
作曲・編曲  Composição e arranjo
鳥山雄司 · Yuji Toriyama

Quem canta o encerramento é Mika Chiba, que também está no elenco da série, na frente das câmeras. Não é uma cantora contratada para o tema: é a própria atriz fechando cada episódio com a voz.

InserçãoTsuioku no Jupiter追憶のジュピター · Hideyuki Nagashima
Tema do Jupiter · episódios 18, 19, 22 e 25
歌  Canto
長島秀幸 · Hideyuki Nagashima
作詞  Letra
安藤芳彦 · Yoshihiko Ando
作曲  Composição
新田一郎 · Ichiro Nitta
編曲  Arranjo
工藤隆 · Takashi Kudo

Canção de personagem dedicada ao protagonista, usada em quatro episódios específicos, todos no bloco em que a série aprofunda o arco dele.

InserçãoHonoo no Messenger炎のメッセンジャー · Norio Sakai
Canção de imagem do vilão Lucifer
歌  Canto
坂井紀雄 · Norio Sakai
作詞  Letra
安藤芳彦 · Yoshihiko Ando
作曲  Composição
新田一郎 · Ichiro Nitta
編曲  Arranjo
工藤隆 · Takashi Kudo

Escrita para representar Lucifer. Dar canção própria ao antagonista é um recurso que a série usa para elevar o vilão à mesma altura dramática do herói.

InserçãoBrand-New TomorrowBRAND-NEW TOMORROW · Mika Chiba
Episódios 33 e 34
歌  Canto
千葉美加 · Mika Chiba
作詞  Letra
田口俊 · Shun Taguchi
作曲  Composição
VAX POP
編曲  Arranjo
梁邦彦 · Kunihiko Ryo

Segunda das três faixas cantadas por Mika Chiba, usada na reta final da série.

Trilha incidentalA música de fundo新田一郎 · Ichiro Nitta
Trilha dos 36 episódios
音楽  Música
新田一郎 · Ichiro Nitta

Ichiro Nitta assina a trilha incidental e ainda compôs duas das canções de inserção, o que dá coesão entre o que toca por baixo das cenas e o que os personagens "cantam".

88
Contexto / 時代背景

O Japão de 1988

Cybercop estreou em 2 de outubro de 1988, e é impossível separar a série do mês em que ela nasceu. Em setembro, o Japão soube que o imperador Hirohito estava gravemente doente, e o país inteiro entrou em jishuku, a autocontenção. Festivais foram cancelados, casamentos adiados, campanhas publicitárias recolhidas, programação de TV suavizada. Durante meses uma nação inteira ficou de luto por alguém que ainda não tinha morrido. É nesse clima, e não num domingo qualquer, que a Toho lançou seu herói do futuro nas manhãs da Nippon TV.

O contraste com o resto do noticiário era absurdo. 1988 foi o ano do caso Recruit, o maior escândalo de corrupção do pós-guerra japonês: o presidente da empresa distribuiu ações de uma subsidiária a políticos e executivos pouco antes da abertura de capital, e cada beneficiado embolsou cerca de 66 milhões de ienes quando os papéis dispararam. O primeiro-ministro Noboru Takeshita lucrou 150 milhões. O escândalo derrubou meio governo e corroeu a confiança no partido que mandava no país havia 38 anos.

E, no entanto, havia dinheiro como nunca. A bolha estava no auge, e 1988 entregou de uma vez o Túnel Seikan, a Ponte Seto Ohashi e o Tokyo Dome. Foi essa maré que permitiu à Toho bancar uma série de TV com efeitos digitais, veículos de verdade e trajes caros — o tipo de aposta que praticamente desapareceria da televisão japonesa quando a bolha estourou, poucos anos depois.

O problema é que a atenção das crianças estava mudando de lugar, e rápido. Em 10 de fevereiro daquele ano, a Enix lançou Dragon Quest III. A fila na Bic Camera de Ikebukuro tinha cerca de um quilômetro, a polícia foi acionada para organizar a multidão e 283 menores foram apreendidos só em Tóquio por matar aula para comprar o jogo. Vendeu 3,8 milhões de cópias. O público que a Toho tentava conquistar na manhã de domingo estava, cada vez mais, dentro de casa e na frente de um Famicom.

No cinema, o futuro que Cybercop queria vender já estava sendo vendido melhor. Em 16 de julho estreou AKIRA, com sua Neo-Tóquio distópica e sua animação de outro patamar. Três meses depois, Cybercop chegava à TV com uma premissa vizinha, ambientada em 1999 e 2000, mas com o orçamento e as limitações de um programa semanal. Em abril daquele mesmo ano, num único dia, os cinemas japoneses tinham recebido Meu Amigo Totoro e Túmulo dos Vagalumes em sessão dupla. Era um ano difícil de impressionar.

O fim da série é o fim de uma era, literalmente. Hirohito morreu em 7 de janeiro de 1989, o luto nacional adiou o episódio 14, e no dia seguinte começava a era Heisei. Cybercop estreou no ano 63 da era Showa e terminou no ano 1 da era Heisei: o mesmo programa, atravessado por uma mudança de calendário que o Japão só vive uma vez por geração. Em abril, quando a série foi jogada das manhãs de domingo para as noites de quarta, o país também estreava seu primeiro imposto sobre consumo. A audiência, que já era baixa, desabou de vez.

O ano, mês a mês

10 fev
Dragon Quest III
Fila de 1 km em Ikebukuro, 283 menores apreendidos por matar aula
mar
Túnel Seikan
O maior túnel submarino do mundo liga Honshu a Hokkaido
16 abr
Totoro e Túmulo dos Vagalumes
Estreiam no mesmo dia, em sessão dupla
jun
Caso Recruit
Estoura o maior escândalo de corrupção do pós-guerra
16 jul
AKIRA
A Neo-Tóquio de Otomo chega ao cinema
set
Jishuku
Hirohito adoece e o país entra em autocontenção nacional
2 out
Estreia de Cybercop
Nippon TV, domingos às 10h30
7 jan 1989
Morte de Hirohito
Fim da era Showa. O episódio 14 é adiado
8 jan 1989
Começa a era Heisei
A série termina num calendário diferente do que estreou
abr 1989
Mudança de horário
Cybercop vai para as quartas à noite. O Japão estreia o imposto sobre consumo

A série dentro do ano

{{ c.when }}
{{ c.head }}

{{ c.body }}

Os Números / 視聴率

A audiência, episódio a episódio

Média geral
4,79%
Pico
8,2%
Piso
1,2%
Episódios
36

Guia de episódios e audiência

電脳警察サイバーコップDennou Keisatsu Cybercop1988–89 · Nippon TVguia completo · 36 episódios
1
EP

O melhor detetive! Entra Jupiter

最強の刑事!ジュピター登場

ESTREIA
Exibição
02/10/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
6%
2
EP

A cidade afunda! Salvem a cidade marítima!

街がしずむ!海上都市を救え!

Exibição
09/10/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5,3%
3
EP

Impacto! Tanque ciborgue

激突!サイボーグタンク

Exibição
16/10/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
6,2%
4
EP

Pânico no trânsito! A armadilha do computador

交通パニック!コンピューターの罠

Exibição
23/10/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5%
5
EP

O príncipe em perigo! Fuga da Zona Escura

危うし王子!ダークゾーンからの脱出

Exibição
30/10/1988
Direção
Kiyotaka Matsumoto
Roteiro
Shikichi Ohashi
Audiência
4,8%
6
EP

Oda na mira! ZAC em apuros

狙われた織田!ZAC大ピンチ

Exibição
06/11/1988
Direção
Kiyotaka Matsumoto
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
3,8%
7
EP

Jato assassino!! Batalha nas ruas de Tóquio

殺人ジェット!! 東京市街戦

Exibição
13/11/1988
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
4,7%
8
EP

Represa eletrônica em risco! Operação Tóquio às escuras

危うし電子ダム!東京暗黒作戦

Exibição
20/11/1988
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
7%
9
EP

Máquina em disparada!! Entra o Blade Liner

激走マシン!! ブレードライナー登場

Exibição
27/11/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5,1%
10
EP

Hotel fantasma!? Cheio de zumbis!

幽霊ホテル!? ゾンビがいっぱい!

MAIOR AUDIÊNCIA
Exibição
04/12/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
8,2%
11
EP

Tanque voador!! Duelo mortal na rodovia

空とぶ戦車!! ハイウェイの死闘

Exibição
11/12/1988
Direção
Kiyotaka Matsumoto
Roteiro
Junki Takegami · Teppei Den
Audiência
7,1%
12
EP

O dragão dança! Um Natal estranho

ドラゴンが舞う!ふしぎなXマス

Exibição
18/12/1988
Direção
Kiyotaka Matsumoto
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
7,3%
13
EP

O satélite vai cair!! Jupiter morre em serviço!?

衛星が落ちる!! ジュピター殉職!?

Exibição
25/12/1988
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Shikichi Ohashi
Audiência
7,2%
14
EP

O segredo de Takeda!! Vi um futuro ilusório!

武田の秘密!! まぼろしの未来を見た!

Exibição
15/01/1989
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
7,3%
15
EP

Mude o futuro!! Jupiter, o guerreiro da esperança

未来を変えろ!! 希望の戦士ジュピター

Exibição
22/01/1989
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
4,7%
16
EP

Emissário do inferno!? Entra Lucifer!!

地獄の使者!? ルシファー登場!!

Exibição
29/01/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5,6%
17
EP

A vingança de Lucifer!! O desafio do demônio

ルシファーの逆襲!! 悪魔の挑戦状

Exibição
05/02/1989
Direção
Michio Hirata
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
4,7%
18
EP

Bombardeio impossível!! Surge o UFO gigante!

ボミング不能!! 巨大UFO現わる!

Exibição
12/02/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami · Kazuhiko Godo
Audiência
4,4%
19
EP

A rebelião de Uesugi! A policial perigosa

上杉の反乱!あぶない女刑事

Exibição
19/02/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5,1%
20
EP

A arma decisiva ruge!! O poder do Gigamax

うなる必殺武器!! ギガマックスの威力

Exibição
26/02/1989
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Junki Takegami · Kazuhiko Godo
Audiência
5,8%
21
EP

O quinto cop!? O Cyber Lucifer definitivo

5人目のコップ!? 究極のサイバー・ルシファー

Exibição
05/03/1989
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
5,8%
22
EP

Cyber falso!! ZAC encurralado

にせサイバー!! ZAC絶体絶命

Exibição
12/03/1989
Direção
Toshio Oi
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
5,9%
23
EP

O último golpe!! Cybernic Wave

最後の必殺技!! サイバニック・ウェーブ

Exibição
19/03/1989
Direção
Toshio Oi
Roteiro
Junki Takegami · Shikichi Ohashi
Audiência
4,3%
24
EP

Míssil lançado!! Choque na base do Deathtrap

ミサイル発進!! 激突デストラップ基地

Exibição
26/03/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
4,9%
25
EP

A guerreira do terror! Entra Luna

恐怖の女戦士!ルナ登場

Exibição
05/04/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
3%
26
EP

Destruam a fortaleza invisível!!

見えない要塞をたたけ!!

Exibição
12/04/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Yoshiki Kitamura
Audiência
2,2%
27
EP

O Cyberbit quebrado!!

こわれたサイバービット!!

Exibição
19/04/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
3,6%
28
EP

Bombardeio na cidade! A bomba do dirigível

シティ空爆!ひこう船爆弾

Exibição
26/04/1989
Direção
Toshio Oi
Roteiro
Shikichi Ohashi
Audiência
2,8%
29
EP

Uesugi assassinado! Corram, cops

上杉暗殺!いそげコップ

Exibição
10/05/1989
Direção
Toshio Oi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
2,1%
30
EP

Atravessem a montanha do demônio!!

悪魔の山を走りぬけ!!

Exibição
17/05/1989
Direção
Michio Hirata
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
4,1%
31
EP

O Thunder Arm roubado

奪われたサンダーアーム

Exibição
24/05/1989
Direção
Michio Hirata
Roteiro
Hirofumi Toda
Audiência
4,8%
32
EP

O loft invadido!!

おそわれたロフト!!

MENOR AUDIÊNCIA
Exibição
31/05/1989
Direção
Yoshiki Kitamura
Roteiro
Kazuhiko Godo
Audiência
1,2%
33
EP

Protejam o trem-bala!!

リニアカーをまもれ!!

Exibição
07/06/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
2,6%
34
EP

O fim do Deathtrap!!

デストラップのさいご!!

Exibição
14/06/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
3,6%
35
EP

Especial Top 10 dos pedidos, parte 1

リクエストトップ10特集 PART.1

Exibição
28/06/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
4,1%
36
EP

Especial Top 10 dos pedidos, parte 2

リクエストトップ10特集 PART.2

FINAL
Exibição
05/07/1989
Direção
Hiromi Muraishi
Roteiro
Junki Takegami
Audiência
2,3%
↓ role para ver os 36 episódios

Ibope japonês (Video Research, região de Kanto), com a virada fatal na mudança de horário.

{{ a.val }}{{ a.unit }}
{{ a.label }}
{{ g.label }} {{ x.label }}

{{ audNote }}

Legado / 遺産

Um cult que cruzou o mundo

{{ l.h }}

{{ l.t }}

Linha do retorno
{{ r.year }}
{{ r.what }}
Relato pessoal · Silvio Dória

Encontrando meus heróis de infância

Eu e o ator que viveu o Saturno de Cybercop, num café em Tóquio
Eu e o ator que viveu o Saturno, num café em Tóquio.

O ano era 2023 e eu estava indo mais uma vez ao Japão. Só que aquela viagem tinha uma proposta diferente das anteriores: conhecer outras regiões do país e me perder pelos subúrbios de Tóquio — ir aonde estrangeiro normalmente não vai. Com a ajuda de dois irmãos japoneses, amigos nossos, exploramos cantos da cidade que nenhum roteiro turístico menciona. Já era uma experiência incrível por si só. Mas o Japão ainda guardava uma surpresa que eu levaria para o resto da vida.

Nos últimos dias da viagem, decidimos tentar algo diferente. Criamos coragem e entramos em contato com um dos nossos heróis prediletos de infância: Tom Saeba, que — sob o nome artístico de Takashi Mizumoto — viveu Ryoichi Mouri, o Saturno de Cybercop, série que marcou a minha infância na TV brasileira. Para nossa surpresa, fomos prontamente respondidos. Saeba topou um encontro de última hora: um café em Tóquio, num bairro afastado cujo nome eu não saberia repetir hoje. Só lembro que, para mim, era longe. Muito longe.

Fui com meu irmão e minha sobrinha, sem botar muita fé. Ficamos esperando em frente ao café e, confesso, uma parte de mim achava que ninguém apareceria. Até que ele apareceu. E o impacto foi imediato: Saeba praticamente não havia mudado. Era o mesmo rosto da série, o mesmo sorriso fácil do Saturno, aquele policial brincalhão que segurava o moral da equipe ZAC. Fomos recebidos com uma gentileza que desarmava. Ficamos ali cerca de uma hora, conversando sobre a série e sobre tudo o que aquele programa significou para a gente.

Há, aliás, uma história de bastidor que diz muito sobre ele: foi Saeba quem, escondido do diretor, tirou o tecido que escurecia o visor do Saturno durante as gravações, para que sua expressão aparecesse em cena. Os intérpretes de Marte e Mercúrio seguiram o exemplo, e o recurso acabou virando marca registrada da série. Aquele rosto atrás do visor sempre quis ser visto — e agora estava ali, na nossa frente, tomando um café.

Contamos que Cybercop tinha — e tem até hoje — uma legião de fãs no Brasil. Saeba não fazia ideia. Ele sabia apenas que a série havia feito sucesso no Havaí, nos Estados Unidos, onde existe uma grande colônia japonesa. Quando mostramos um vídeo de Cybercop dublado em português, com a voz brasileira do Saturno, ele reagiu com uma mistura de espanto e alegria que não dava para disfarçar.

A conversa também revelou o que a vida fez com ele depois das armaduras. Cria da JAC, a lendária equipe de ação de Sonny Chiba — de quem foi assistente antes de estrear como ator —, Saeba fazia as próprias cenas de ação dentro do traje do Saturno. Anos depois de pendurar a Unidade Cyber, trocou os sets pelo automobilismo: passou a trabalhar em transmissões de corrida no Japão, como locutor e repórter. O herói que enfrentava o perigo na TV virou voz dos boxes na vida real.

E então veio o momento que eu nunca vou esquecer. No meio da conversa, Saeba pegou o celular e, sem cerimônia alguma, ligou para Ryoma Sasaki, o Mercúrio, e depois para Takashi Kora, o Lúcifer. De repente, eu estava num café perdido em Tóquio, trocando palavras ao telefone com os heróis da minha infância, todos no espaço de uma mesma tarde. Confesso que fiquei muito surpreso. Muito mesmo. Chegamos até a rascunhar juntos a ideia de um evento no Japão para comemorar o aniversário da série, levando fãs brasileiros ao encontro do elenco. O plano acabou não indo para a frente, mas ali ficou plantada uma semente.

Na despedida, falamos mais uma vez do carinho que os fãs brasileiros guardam pela série. Eu disse a eles que um dia ainda viriam ao Brasil — e saí daquele café com essa certeza no peito.

Três anos depois, a certeza virou realidade. No Anime Friends 2026, em São Paulo, o elenco principal de Cybercop se reuniu pela primeira vez no Brasil: Tomonori Yoshida, o Júpiter; Tom Saeba, o Saturno; Ryoma Sasaki, o Mercúrio; e Mika Chiba, a Tomoko. E lá estávamos nós de novo, frente a frente com eles — dessa vez do nosso lado do mundo, cercados pelos mesmos fãs sobre os quais falamos naquele café.

O ator no papel de Ryoichi Mouri, o Saturno, em Cybercop
O ator no papel de Ryoichi Mouri, o Saturno, em Cybercop.
Curiosidades / 豆知識

Dez fatos que poucos sabem

{{ c.n }}

{{ c.t }}

Galeria / 写真

Em imagens

Quadros da série original de 1988. Imagens via The Movie Database.

Cena de Cybercop
O Veredito
8,5/ 10
Selo Kyoudai · Chip de Ouro
{{ n.label }}{{ n.score }}

{{ veredito }}

Fontes consultadas
{{ f.label }} ↗