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Jiro Chiba, o Kazuya Taki de Kamen Rider, rompe 44 anos de silêncio e publica aos 77 anos a autobiografia de quem nunca se transformou

Jiro Chiba, o Kazuya Taki de Kamen Rider, rompe 44 anos de silêncio e publica aos 77 anos a autobiografia de quem nunca se transformou

O ator que viveu Kazuya Taki em Kamen Rider, de 1971, vai lançar em 25 de setembro o livro "Jiro Chiba: A História do Homem que Não se Transformou", pela editora Rittosha. O nome que assina a obra, Mitsuho Maeda, é o nome verdadeiro do intérprete, hoje com 77 anos. Ele abandonou a carreira em 1982, sumiu do meio artístico e, em entrevista ao veículo japonês Yorozoo News, falou sobre a vida que construiu longe das câmeras.

Taki era o agente especial do FBI que enfrentava os soldados da Shocker sem máscara, sem cinto e sem transformação, apoiado apenas na luta corporal aprendida com o irmão mais velho, Shinichi Chiba, astro internacional de filmes de ação que morreu em 2021, aos 82 anos. Depois da série, Jiro Chiba ainda apareceu em Robot Keiji e Akumaizer 3, entre outros trabalhos, até encerrar a carreira aos 32 anos.

Ele voltou da capital para a província de Chiba, onde nasceu, e passou a trabalhar com manejo florestal. Foram anos de risco real: aos 60, ficou preso sob uma árvore e teve a perna esquerda fraturada em vários pontos. Desde 2011 mantém o espaço Jiji no Mori, dentro do parque temático Tokyo German Village, em Sodegaura. Os brinquedos são todos feitos por ele, de balanços pendurados em galhos a escorregadores e barrancos para escalar.

O reencontro com o público veio devagar, pela mão de adultos que o reconheciam no meio das crianças e pediam autógrafo. "Eu nem tinha consciência disso, e comecei a ter", disse. No livro, escreveu que o ator Jiro Chiba já não existe, mas 55 anos depois da estreia da série o personagem segue vivo para quem cresceu diante da televisão e para quem chegou depois, pelas plataformas de streaming.

Em 27 de setembro ele participa do evento Super Festival 95, no Museu de Ciência e Tecnologia de Kudanshita, em Tóquio, e os ingressos para uma palestra marcada para outubro esgotaram no dia em que foram postos à venda. Sobre voltar a atuar, é categórico: descarta. Admite apenas a vontade de trabalhar nos bastidores, na direção, e emenda que, para isso, precisaria de dez anos a menos.

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