Chiba Jiro, o agente do FBI Taki Kazuya do Kamen Rider de 1971, publicou a primeira autobiografia da carreira e contou por que decidiu falar depois de décadas calado. O livro, Chiba Jiro: Henshin Shinakatta Otoko no Monogatari, saiu pela editora Rittorsha em 25 de setembro, escrito com Mitsuo Maeda, e cobre da infância à virada que o tirou da televisão.
Nascido em 1949 em Chiba, ele estreou como ator em 1969 e ganhou projeção nacional ao lado dos dois primeiros Riders. Depois de cerca de treze anos de carreira, deixou o meio artístico aos 32, em 1982, passou por alguns negócios e acabou virando lenhador. Hoje dirige uma organização sem fins lucrativos de manejo florestal e cuida de uma área de mata.
A parte mais dura do livro trata do irmão mais velho, Sonny Chiba, morto em 2021. Chiba Jiro admite que se sentia em dívida com quem bancou o papel de pai na família e resume o que mudou com a morte dele: finalmente podia deixar de ser apresentado como o irmão de Shinichi. O título do livro, o homem que não se transformava, brinca justamente com a posição de quem ficou ao lado do herói sem nunca vestir a máscara.
Ele próprio minimiza o material: diz que a vida dele não tem nada de especialmente interessante e que agora é só um velho do interior. O que o convenceu, segundo o relato, foi perceber que o afeto do público pelo Taki nunca passou. A editora descreve o percurso como terroso e bonito ao mesmo tempo, e o volume traz ainda uma conversa com Takeshi Sasaki, o Hayato Ichimonji.




































